Casos de afogamento caem 17% no litoral do Paraná, aponta Corpo de Bombeiros

Redação

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O Corpo de Bombeiros divulgou que houve redução de 17% no número total de afogamentos atendidos no litoral do Paraná em dezembro de 2020 e janeiro de 2021. A taxa consta no balanço da Operação Verão 2020/2021, divulgado nesta terça-feira (2).

Foram 571 afogamentos nessa temporada, sendo que 519 vítimas saíram ilesas e 42 com afogamento leve. No mesmo período, só que em 2019 e 2020, foram 691 atendimentos, com 623 pessoas ilesas e 62 vítimas leves.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, não houve nenhuma morte por afogamento nas áreas protegidas por Guarda-Vidas. Contudo, foram acumulados sete óbitos nesse verão. No ano passado, quatro pessoas perderam a vida por afogamento. Nesse cenário, a corporação ressalta a importância dos banhistas sempre procuraram faixas do litoral protegidas por salva-vidas. Esses trechos são delimitados com bandeira ou windbanner vermelho com amarelo.

BOMBEIROS APONTAM QUE COVID RESULTOU EM MENOR PÚBLICO NO LITORAL DO PARANÁ

Os Bombeiros apontam que um dos fatores para a diminuição dos casos de afogamentos é a pandemia, que resultou um menor número de frequentadores no litoral do Paraná. Outro ponto levado em consideração foi a série de dias chuvosos nas praias.

Com menos público no mar, o número de ações preventivas (orientações e advertências) teve uma redução de 26% no número de orientações e advertências. Além disso, a quantidade de crianças perdidas também diminuiu. O número passou de 594 no verão de 2019/2020 para 184 nesta temporada.

Outra queda, essa de 80%, refere-se ao número de incidentes com animais marinhos. Isso é atribuído também ao movimento das correntes marítimas, que transportam as águas-vivas pelo oceano. Nos trabalhos das viaturas nos combates a incêndios, a queda foi de 43%. Por outro lado, o Corpo de Bombeiros teve aumento de 10% o número de acidentes de trânsitos

A corporação recomenda que qualquer cidadão fique atento aos riscos do litoral, que não se resumem às ondas. Correntes, buracos e mudanças abruptas de profundidade são perigos “escondidos”. Por fim, a orientação é nunca ingerir bebidas alcoólicas antes de entrar na água, além de respeitar das sinalizações.

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