Pai agride bebê de 2 meses; é o terceiro caso grave em 2 semanas no PR

Ana Cláudia Freire

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A PMPR (Polícia Militar do Paraná) atendeu mais um caso de agressão infantil na manhã desta quinta-feira (12), em Curitiba.

Um bebê, de apenas dois meses, foi espancado pelo próprio pai e precisou ser encaminhado para o Hospital do Trabalhador, na capital.

A mãe da criança testemunhou a agressão e acionou a PMPR, por volta das 6h30 desta manhã.

A polícia faz buscas pelo pai, que fugiu e se escondeu em uma região de mata, no bairro do Ganchinho, na região sul da Capital.

O bebê não corre risco de morte.

Este é o terceiro caso de agressão grave registrado nas duas  últimas semanas no Paraná.

PAIS ADOTIVOS TORTURAM FILHO

Na última segunda-feira (09), um casal foi preso em flagrante em Londrina, na região norte do Paraná, por agredir o filho adotivo. A criança, de apenas nove anos, foi levada em estado grave ao Hospital Evangélico da cidade.

A criança chegou ao hospital cheio de hematomas, por isso os médicos e enfermeiros suspeitaram de agressão e acionaram o Conselho Tutelar.

O boletim de ocorrência registrado por um conselheiro tutelar relata “marcas severas de agressão física, com indícios de tortura”. Os pais do menino foram presos em flagrante e levados à Central de Flagrantes.

O menino foi adotado há dois meses, no Mato Grosso do Sul. Em depoimento, o casal confirmou as agressões, mas alegou que se revoltou porque o filho teria mordido o dedo da mãe e para dar um corretivo nele, acabou batendo na criança. Os pais devem responder por tentativa de homicídio.

MANINA DE 3 ANOS MORRE AO SER ESPANCADA PELO PAI

No dia 04 outra criança, vítima do próprio pai, morreu  depois que deu entrada no  Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. A menina apresentava vários hematomas pelo corpo e traumatismo craniano. A PCPR (Polícia Civil do Paraná) investiga a morte da menina, de apenas três anos.

O pai, um homem de 25 anos, foi preso em flagrante. A delegada que cuida do caso informou que a criança já havia sido internada no dia 06 de novembro, com um quadro grave de anemia e com sinais de fratura nas costelas.

Na época, a médica que fez o atendimento, juntamente com a assistência social do hospital, notificou o Conselho Tutelar sobre a necessidade de afastar a criança do convívio do pai, o que não aconteceu.

RECORDE DE AGRESSÕES

Toda suspeita de agressão que chega no hospital é notificada às autoridades responsáveis. Seja agressão física ou sexual, a equipe médica segue os protocolos de segurança compartilhando informações com a polícia, no caso de agressões sexuais e com os conselhos tutelares no caso das agressões físicas.

Segundo dados do Hospital Pequeno Príncipe, de janeiro até o dia 11 de dezembro foram feitas 651 notificações de suspeita de agressão. É um número recorde. Em 2018, durante todo o ano, foram 587 casos de suspeita notificados.

DENUNCIE 

As denúncias de casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes podem ser feitas aos Conselhos Tutelares, às Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, podendo ser noticiadas também aos serviços de disque-denúncia (Disque 100, nacional; Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal).

Disque 100
Disque 100As agressões podem ser feitas por meio do “Disque Direitos Humanos – Disque 100″, um serviço nacional, mantido pelo governo federal e que pode ser acionado de qualquer parte do país. Não há necessidade de identificação do denunciante.


Disque 181

Disque 181Em âmbito estadual, há o Disque 181, que pode ser acionado de qualquer parte do Estado, para encaminhamento à autoridade do respectivo município e ao conselho tutelar, de modo a serem tomadas as providências pertinentes. Em casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

 

Disque 156
Disque 156O município de Curitiba mantém o SAV (Vítima de Violência em Domicílio). Trata-se de um serviço de atendimento emergencial para crianças, adolescentes e idosos, vitimizados, em casa, por familiares ou responsáveis legais.

 

 

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal