Alunos enfrentam dificuldades e recorrem às escolas para acessar internet

Redação

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Alunos e professores da rede pública estadual relatam dificuldades de acesso à internet para acompanhar o conteúdo do Aula Paraná. As atividades presenciais estão suspensas desde março, quando o Governo do Paraná adotou as aulas virtuais.

Para amenizar o problema, algumas escolas estaduais do Paraná têm disponibilizado a estrutura para atender alunos individualmente, com hora marcada. Assim, estudantes podem usar a internet e os laboratórios para manter em dia as atividades do Aula Paraná.

Uma das unidades que está permitindo o acesso dos estudantes é o Colégio Estadual Carlos Drummond de Andrade, em Foz do Iguaçu. A direção percebeu que a grande dificuldade de alguns alunos era justamente acessar a internet.

“Nós estamos localizados em uma área onde residem muitas famílias que trabalham informalmente e que, nesse momento de pandemia, tiveram alterações na situação financeira”, explica o diretor Jeferson Heindrickson.

De acordo com ele, a demanda surgiu durante os atendimentos virtuais que a escola oferece.

“Estamos com atendimento presencial para os alunos duas vezes na semana e também virtual pelo whatsapp. Para amenizar essa dificuldade da comunidade com a tecnologia, resolvemos oferecer o recurso dos laboratórios, mas com regras estabelecidas para preservar a saúde de todo mundo”.

O Colégio Estadual Barão do Rio Branco, da cidade de Inajá, também recebe estudantes para atividades nos laboratórios. A diretora Dulcineia Ferrari fez um levantamento entre as famílias para identificar quem teria a necessidade de usar a estrutura do colégio.

“Fiz um levantamento entre os estudantes e para aqueles que tinham a necessidade foi oferecida a estrutura da escola”, disse. “Temos vários alunos vindo sempre, seja porque estão sem internet em algum dia ou outro, ou mesmo pela falta de computador”.

Para Maria Clara Almeida Sousa, aluna do 1º ano do mesmo colégio, a oferta torna tudo mais prático.

“Eu penso que, além de mim, outras pessoas não têm condição financeira de ter um celular ou de comprar um computador para acessar e realizar as atividades on-line. Quando a escola libera computadores para a gente acaba sendo bem mais fácil”.

O colégio de Inajá recebe em média oito alunos por dia nos laboratórios, mas atende também estudantes da Educação de Jovens de Adultos (EJA).

Para as gêmeas Sabrina e Sara Moraes, do 9º ano, ter a escola aberta à disposição e com segurança é um diferencial neste momento. Elas estudam no Colégio Carlos Drummond de Andrade, de Foz do Iguaçu.

“É importante ter essa opção porque assim os alunos que estão sem acesso podem ir ao laboratório, pesquisar conteúdo e já entregar o trabalho na hora”, destaca Sabrina. “Acho legal porque os professores estão presentes e ajudam os alunos”, completa Sara.

A iniciativa também tem como objetivo manter o vínculo entre o colégio e o estudante, mesmo em tempos de distanciamento social e atividades remotas.

*Com informações da AEN

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