Ambulantes pedem direito à venda de bebidas alcoólicas para vereadores de Curitiba

Redação

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A liberação para ambulantes venderem bebidas alcoólicas em grandes eventos em Curitiba foi tema na CMC (Câmara Municipal de Curitiba) nesta segunda-feira (17). Representantes da categoria e os vereadores debateram a pauta, inclusive uma possível alteração na lei municipal 6.407/1983, que proíbe essa comercialização.

Uma das vendedoras presentes foi Elizete Pinto dos Santos, que discursou em prol da categoria e questionou a proibição da venda de bebidas alcoólicas no comércio de rua.

“Então diz que não pode vender bebida em Curitiba. Mas ‘peraí’, por que tem bar? Por que o supermercado vende, por que distribuidora vende? Só porque somos pequenos? O que tá acontecendo é que fiscal está correndo atrás de nós como se fôssemos bandidos, arrombam nossos carros, e o pior, chamam a Guarda Municipal pra arrombar os nossos carros e pegar a mercadoria de dentro do carro e levar embora e falam que eles têm ordem pra fazer isso”, pontuou Elizete.

Vereadores como Dalton Borba (PDT) e Professora Josete (PT) se posicionaram favoráveis a maiores discussões na Câmara sobre o tema, principalmente para evitar abordagens violentas e agressivas contra os vendedores de rua.

“Em relação ao Carnaval, a informação que tivemos no ano passado é que a empresa que assumiu o evento fez uma mediação e esses ambulantes puderam trabalhar, como em outros momentos já puderam trabalhar”, pontuou a vereadora.

Já a vereadora Julieta Reis (DEM) defendeu que a lei municipal 6.407/1983 já “apaziguou” o trabalho dos vendedores de rua em Curitiba, inclusive garantindo seus pontos de comércio de acordo com cada produto vendido.

“Nunca tivemos nenhum tipo de problema com os ambulantes por causa dessa lei e nunca houve, por parte do sindicato do comércio ambulante, nenhum tipo de solicitação para alteração da lei”, defendeu a vereadora.

O vereador Professor Euler deixou claro que a atual legislação é deficitária e pediu uma “modernização” para melhor atender aos ambulantes.

“Acho pouquíssimo provável, que uma lei que naquele momento atendia as expectativas da sociedade, continue atendendo da mesma forma”, finalizou o parlamentar.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO TAMBÉM EM FOCO

Os vereadores de Curitiba também debateram na sessão desta segunda, dois requerimentos de sugestão à Prefeitura sobre os direitos dos animais domésticos, em especial no desenvolvimento de próteses para os pets amputados.

A sugestão partiu da vereadora Fabiane Rosa (DC) que indiciou possíveis convênios com universidades, profissionais da inovação e empresas para o tratamento de animais resgatados pelo Samu Animal.

Dessa forma, os animais poderiam passar por cirurgias ortopédicas, desenvolvimento de próteses e aprofundamento de estudos relacionados aos cuidados dos pets. Para a vereadora, este convênio trará benefícios para ambas as partes. garantindo atendimento aos animais e avanços tecnológicos na área.

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