Andriely: Avançado estado de decomposição impede laudo preciso do IML

Fernando Garcel


O corpo da estudante de direito Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos, encontrada morta na Estrada da Graciosa, em Morretes, no Litoral do Paraná, na última sexta-feira (8), está em avançado estado de decomposição e a causa morte não pode ser apurada pelo Instituto Médico-Legal (IML). Ela estava desaparecida desde 9 de maio. O ex-marido é o principal suspeito de ter cometido o crime.

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Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (11), o diretor do IML, Paulino Pastre, declarou que não existem elementos para identificar o que causou a morte de Andriely, uma vez que não existe fraturas ou projétil alojado no corpo. “Nós fazemos pesquisas e eliminamos hipóteses. Não encontramos nenhuma fratura. Não temos como colher elementos no estado em que está o corpo”, disse Pastre.

Agora, a investigação aguarda o resultado do laudo que apura se o sangue encontrado no carro do policial militar é da jovem. “Eu acredito que será uma prova crucial, no sentido de comprovar que ela esteve naquele veículo”, aponta o diretor do IML.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Reinaldo Zequinão, o suspeito permaneceu calado em depoimento e deve responder por feminicídio e ocultação de cadáver. O pedido de prisão temporária termina na próxima terça-feira (19) e a polícia deve pedir uma prorrogação, uma vez que existem vários exames e diligências em andamento. “Ele é o único suspeito de envolvimento no crime”, frisa Zequinão.

A defesa de Diogo sustenta a inocência do policial militar e alega que a jovem teria ido para São Paulo atrás de um rapaz com quem se relacionava.

O caso

A jovem de 22 anos desapareceu no dia 9 de maio. O último contato com conhecidos aconteceu naquela madrugada, quando teria conversando com um amigo em uma chamada de vídeo pelo celular, no momento em que chegava no apartamento onde mora, no bairro Guaraituba, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo o delegado responsável pelo caso, testemunhas prestaram depoimento afirmando que ela se comunicou de forma estranha em redes sociais. “Escreveu com erros de gramática, de forma diferente da de costume. A suspeita é de que ele tenha mandado as mensagens para justificar a ausência dela”.

O suspeito foi casado com Andriely  por quatro anos e estavam em processo de separação. “Acreditamos que o crime tenha ocorrido por causa disso. O suspeito resolveu permanecer calado e talvez fale se tiver orientação do advogado”. A polícia também tem imagens do PM entrando e saindo do apartamento de Andriely no dia do desaparecimento.

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