Apoiadores de Lula aguardam soltura do ex-presidente na frente da PF

Francielly Azevedo


Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se concentram desde as primeiras horas da manhã, desta sexta-feira (8), em frente ao prédio da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Eles aguardam ansiosos a soltura do petista, após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que derrubou a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância pode tirar da prisão.

A medida aprovada no STF beneficia o petista e outros 37 detidos da Lava Jato, de acordo com o MPF (Ministério Público Federal). Preso desde abril do ano passado, ele foi condenado pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) no caso do Tríplex do Guarujá pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin, chegou na sede da PF por volta das 10h. Ontem a noite, por meio de nota, ele e a advogada Valeska Martins afirmaram que após o encontro com Lula, irão levar um pedido para que haja a imediata soltura do ex-presidente.

Os presos não são soltos imediatamente após a decisão do STF. Cabe a defesa de cada um fazer o pedido pela ordem de soltura junto ao juízo.

Os defensores também afirmaram que a decisão do STF reforça que a prisão de Lula foi injusta e incompatível com a Constituição.

NAMORADA DE LULA COMEMORA

A namorada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rosângela da Silva, conhecida como Janja, comemorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). “Amanhã vou te buscar! Me espera!!”, escreveu Janja no Twitter.

Na publicação, a socióloga também usou as hashtags #onossoamorvencera #oamornosaproxima #teamoprasempre

SALVA LADRÕES

O procurador da república, Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa Lava Jato do MPF (Ministério Público Federal), comparou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) – que derrubou a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância – ao decreto que libertou presos pela Operação Mãos Limpas na Itália em 1994. Na época, o indulto ficou conhecido como “salva ladri” (salva ladrões na tradução).

DECISÃO DO STF

Por 6 votos a 5, o STF decidiu, nesta quinta-feira (7), contra a execução provisória de pena de prisão após condenação em segunda instância. O novo entendimento afeta quase cinco mil presos, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça. Entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo um levantamento do MPF (Ministério Público Federal), a mudança de entendimento do STF contempla 38 condenados em segunda instância no âmbito da Operação Lava Jato. O ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras são alguns deles.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.