Após ataque em SP, escolas vulneráveis serão as primeiras a receber reforço na segurança no PR

Francielly Azevedo e Fábio Buchmann - CBN Curitiba

O governo do Paraná anunciou, na manhã desta sexta-feira (15), oficialmente a criação do programa Escola Segura. Segundo o governador Ratinho Junior (PSD), o projeto, que seria lançado em maio, foi antecipado após o ataque na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior de São Paulo.

O projeto será aplicado nas escolas da rede estadual de ensino e prevê uma série de medidas preventivas e protetivas. “É um pacote de trabalho que leva mais segurança nas escolas e no entorno. Começando por um profissional na porta da escola para garantir mais segurança. Nós estamos convocando os profissionais da reserva para ficar fardado, com rádio comunicador, com a sua arma e com uma moto na porta das escolas monitorando a entrada e saída para afastar qualquer malandro que possa aliciar nossos jovens”, afirmou o governador.

Atualmente, o Batalhão da Patrulha Escola Comunitária (BPEC) marca presença nas unidades de educação do estado para garantir segurança. O governador garantiu que a Patrulha vai permanecer e atuar em conjunto com os profissionais da reserva da Polícia Militar.

Conforme Ratinho Junior, no início do projeto, 100 escolas tidas como as mais vulneráveis, que estão em áreas com maior índice de criminalidade, serão contempladas. “As primeiras 100 escolas começam na segunda quinzena de abril, porque temos o prazo de convocação, de treinamento dos policiais e da elaboração da farda, disponibilização de equipamentos. Paralelamente a isso, nas demais escolas já vai acontecendo sucessivamente”, disse.

Desde janeiro, quando assumiu o cargo, o governador Ratinho Júnior manifesta sua intenção de colocar policiais militares da reserva nas escolas públicas do estado para evitar casos de violência e clima de insegurança.

Segundo a Secretaria de Educação (Seed), 120 PMs da reserva começarão a atuar em escolas. Os profissionais convocados serão remunerados com um cachê diário de R$ 103. “Serão dois profissionais por escolas, um em cada período”, explicou Ratinho.

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.