Após rebelião, PEC registra nova fuga de presos

Andreza Rossini


A Penitenciária Estadual de Cascavel registrou nova fuga de presos na madrugada desta quarta-feira (15).

De acordo com o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) seis detentos fugiram, eles estavam separados dos outros presos no espaço onde recebem visitas de familiares e advogados.

O maior efetivo de segurança estava focado nos presos do pátio. Os fugitivos teriam saído por um dos túneis cavados durante a última rebelião, que terminou no último sábado (11), quando um preso foi decapitado e outros 28 ficaram feridos. Na ocasião, 36 deixaram o local.

Um dos fugitivos desta madrugada já foi recapturado.

Cerca de 780 detentos estão no local que passa por reforma após a última rebelião, que durou 48 horas, e destruiu 70% da estrutura do presídio.

Rebelião

Segundo a Sesp, a rebelião pode ter sido motivada por uma briga entre facções e os presos não fizeram exigências. Segundo a secretaria, o presídio de Cascavel abrigava 980 detentos. A capacidade da penitenciária é para 1.160 presos.

O motim foi organizado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que mantiveram detentos de outra facção e três agentes penitenciários como reféns. Um dos funcionários da penitenciária foi resgatado ainda no primeiro dia. Um preso foi decapitado. Ele seria líder da facção “Máfia Paranaense” e já estava jurado de morte pelo PCC. Existe a suspeita de uma segunda morte que será apurada com a entrada da PM no local.

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“Uma guerra de facções, infelizmente o preso que foi decapitado, segundo o secretário [de Segurança, Wagner Mesquita], sua cabeça foi apresentada como troféu por uma facção adversária, PCC e outras facções, mas, enfim, a Secretaria está lá tentando resolver essa situação da melhor maneira possível. O mais importante neste momento é preservar vidas, que não haja confronto e acima de tudo a vida dos reféns seja preservada”, disse o governador na tarde desta sexta.

Rebeliões

Em 2014, na mesma cadeia, uma rebelião que durou 40 horas deixou cinco presos mortos e 27 feridos, em uma dos casos mais violentos em presídios da história do Paraná. Em 2016, uma nova rebelião deixou 12 presos feridos.

Depois da destruição das duas rebeliões, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, o presídio de Cascavel foi reformado e entregue em novembro de 2016. Foram investidos pouco mais de R$ 1 milhão na obra.

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Para a presidente do sindicato dos agentes, o custo da rebelião é sempre maior do que o dinheiro que poderia ter sido investido para evitar o problema. “Já destruíram tudo. Não quiseram gastar alguns mil em mais segurança, agora vão ter que gastar de novo milhões para arrumar a cadeia”, reclama Petruska.

 

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