Após sete anos, concessionária concluí obras de duplicação da BR-116

Fernando Garcel

Redação com Rafael Neves | Metro Jornal Curitiba

Será oficializada na manhã desta terça-feira (19), em Miracatu (SP), a entrega de 30,5 km de pista duplicada da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), na Serra do Cafezal, no sul do Estado de São Paulo. Conduzida pela concessionária Arteris, que administra o trecho, a obra levou 7 anos, custou R$ 1,3 bilhão e era aguardada para reduzir a insegurança e aumentar a agilidade do tráfego entre Curitiba e São Paulo.

A duplicação foi de Miracatu até Juquitiba, já na região metropolitana da capital paulista. Hoje serão inaugurados os últimos 10 km de pista duplicada. Mesmo assim, segundo a Arteris, o aumento da segurança na Serra do Cafezal já se fez sentir: entre 2010 e 2016, houve queda de 26,5% nos acidentes e de 47% de mortes no trecho.

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A partir de agora, o motorista que fizer o trajeto em ambos os sentidos passará por 4 túneis (um deles com área de escape), 3 pontes, 36 viadutos e 2 passarelas de pedestres. Segundo a Arteris, 2 mil trabalhadores atuaram no local no auge da obra.


A rodovia

A BR-116 é, desde a década de 1960, a principal ligação entre as regiões Sul e Sudeste do país. O trecho concluído agora era o ponto mais perigoso da travessia entre São Paulo e Curitiba, tanto que recebeu o apelido de “rodovia da morte”: em 2011, um ano após o início das obras, 175 pessoas perderam a vida na Régis Bittencourt.

Desde que foi anunciada, em 2010, a duplicação demorou a sair do papel, em parte, por conta de licenças ambientais, já que a estrada passa por locais de preservação da Mata Atlântica. Por essa razão, a concessionária informou ter construído 12 passagens de fauna monitoradas – bueiros para a travessia de animais nativos – e diz conduzir hoje 17 projetos ambientais para a região. As iniciativas incluem recuperação de áreas degradadas, proteção da fauna e da flora, medição da qualidade da água e de processos erosivos e plantio de mais de 400 mil mudas de árvores.

Por dia, segundo a Arteris, 127 mil veículos trafegam pelas seis praças de pedágio ao longo da Régis Bittencourt, sendo 60% deles caminhões. A estrada é o principal corredor comercial do Mercosul, e boa parte do que é produzido na Argentina, no Uruguai e no Paraguai passa por lá. Também é pela rodovia que transita boa parte da produção nacional escoada via Porto de Paranaguá.

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