Após um ano, alunos relembram ocupações estudantis

Roger Pereira


Da BandNews FM Curitiba

Um grupo de estudantes realiza diversos atos durante toda esta sexta-feira, para relembrar um ano das ocupações em escolas públicas do estado. Alguns alunos do Colégio Estadual do Paraná ocupam a escola desde a noite de ontem. O protesto “1 Ano Primavera Secundarista” deve ser de 24 horas. A Secretaria de Estado da Educação suspendeu as aulas e o Colégio Estadual terá que organizar um dia para reposição. A secretaria ressalta que as atividades culturais realizadas ao longo do dia pelos estudantes não contam como dia letivo.

De acordo com a Secretaria, um grupo de cerca de 30 adolescentes amanheceu no Colégio e impediu a entrada de qualquer pessoa que não fosse aluno. Depois, por volta das nove e meia da manhã, as portas foram liberadas, mas as aulas continuaram suspensas.

Em outubro do ano passado, estudantes de mais de novecentas escolas da rede estadual protestavam contra dois projetos aprovados pelo Congresso Nacional: a Reforma do Ensino Médio e a PEC 55 – que estabeleceu um teto para os gastos públicos dentre eles da educação e a saúde. Na página das ocupações na internet, em uma postagem em alusão a um ano da mobilização, os estudantes garantem que a “primavera estudantil não acabou”. De acordo com o cientista político Emerson Cervi, relembrar as ocupações estudantis é uma maneira de perceber que o país ainda vive uma transição política.

O movimento nasceu no Paraná e se espalhou pelo país. O ano de 2016 foi marcado por protestos, greves e propostas de mudanças. A manifestação que começou independente tomou corpo e divulgação com a organização da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Ao todo, segundo a entidade mil e setenta e duas unidades de educação foram ocupadas, incluindo institutos federais, universidades e núcleos de educação.

pesar de ter sido a maior mobilização de estudantes da história do país, tanto a reforma do ensino médio, quanto a PEC do Teto de Gastos foram aprovadas e já entraram em vigor. Por outro lado, como resultado, a mobilização resultou em uma das maiores discussões nacionais dos últimos anos sobre educação pública e gratuita. Em nota a Secretaria de Educação do Estado afirma que o protesto é pacífico e não há registro de ocupações em outros colégios do estado.

 

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Repórter do Paraná Portal
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