Exploração e mudanças climáticas podem levar Araucária à extinção até 2070

Redação

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A ausência de estratégias de conservação, a intensa exploração comercial da madeira e as mudanças climáticas podem levar a Araucária à extinção até 2070. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade de Reading, no Reino Unido. A espécie é a árvore-símbolo do Paraná.

Atualmente, restam apenas de 1% a 3% da extensão original da Floresta das Araucárias, que cobria um território estimado em 20 milhões de hectares. E o prognóstico não é favorável.

O estudo da Universidade de Reading foi publicado na Wiley Online Library e elenca a exploração madeireira predatória como a razão fundamental para a possível extinção da espécia Araucaria angustifolia, a Araucária, ou o pinheiro-do-paraná.

Outros fatores a serem considerados, de acordo com a pesquisa, estão relacionados às mudanças climáticas. O aumento contínuo da temperatura média do planeta Terra interfere no ecossistema e traz desequilíbrio à natureza.

A ARAUCÁRIA

Também conhecida como pinheiro-do-paraná, a árvore está presente em boa parte da região sul do Brasil, mas também pode ser encontrada no estado de São Paulo e em regiões serranas do sudeste.

Componente importante da Mata Atlântica, a Araucária pode atingir os 50 metros de altura.

Na fase adulta, a árvore produz o pinhão. A semente é um fundamental complemento de renda para pequenos e médios agricultores que mantém a espécie em suas propriedades.

A colheita da erva-mate, que nasce às sombras das Araucárias, também é uma importante fonte de renda para os proprietários de terras.

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Árvore é o símbolo do Paraná. (Cesar Wegler/Divulgação)

AÇÕES DE PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO

Algumas ações tentam aliar o desenvolvimento econômico com a conservação da espécie. Eles elas estão a iniciativa Araucária+, que desde 2013 tenta reduzir a tendência do desmatamento e degradação do ecossistema.

Nesta ação, por exemplo, mais de 50 organizações parceiras estimulam a conservação da biodiversidade.

“Nós formamos uma rede de atores que estão envolvidos das mais variadas formas com as cadeias produtivas não-madeireiras desta floresta e que, por falta de incentivos ou conhecimento, acabam trabalhando de forma isolada. Ao conectarmos esses atores, potencializamos os impactos de suas iniciativas. Com isso, geramos renda e conservamos a Floresta com Araucárias”, destaca Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, que mantém a iniciativa Araucária+.

A Araucaria angustifolia vive um drama ambiental e é considerada, hoje, como espécie em risco extremo de extinção, segundo a classificação da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza).

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