Assassino da soldado Bárbara vai a júri popular na próxima semana

BandNews FM Curitiba


O homem acusado de assassinar a soldado da Polícia Militar Bárbara Aline Gonçalves da Rocha senta no banco dos réus na próxima semana. A jovem tinha 24 anos quando foi morta com dois tiros na cabeça no dia 24 de dezembro de 2016, véspera de Natal. Ela estava na loja de pesca da tia, que presenciou a execução e que até hoje vive com medo.

Bárbara estava de folga e planejava a festa de Natal com a família quando foi morta. O estabelecimento onde tudo aconteceu fica em Pinhais, na Grande Curitiba, bem perto de onde ela morava, assim como boa parte dos parentes.

Os tiros foram disparados por Felipe Ribeiro Leite, conhecido como “Peppa”, preso preventivamente desde 6 de janeiro de 2017. Ele aguarda o julgamento na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, também na Região Metropolitana da capital, e vai à júri às 8 horas do dia 2 de agosto.

“Toda a família faz questão de estar presente, junto de amigos e policiais do batalhão em que ela trabalhava. A família espera que a justiça seja feita e vamos aguardar que os outros tenham o mesmo destino”, afirma o pai da jovem, Claudecir Gonçalves da Rocha.

Os outros envolvidos no crime até chegaram a ser presos, embora temporariamente. São eles Renato Iagnecz Pereira e Andressa Cristina da Silva, que respondem ao processo em liberdade. O trio foi localizado em Guaratuba, no litoral do estado, mas esses dois saíram da cadeia no fim de janeiro do ano passado.

Segundo as investigações, o grupo agiu por vingança porque, cerca de um mês antes, Bárbara havia frustrado um assalto e baleado um comparsa deles durante uma troca de tiros. Na ocasião em que foi assassinada, no entanto, ela não esboçou reação e até entregou a arma que levava consigo por ser policial militar. O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

A soldado Bárbara fazia parte da Corporação havia quatro anos. Antes do crime, o trio sondou o local: eles entraram na loja, compraram alguns fogos de artifício e pagaram com o cartão de crédito de Andressa. Cerca de meia hora depois, Felipe voltou e abordou a militar, que estava sentada em um banco na entrada do estabelecimento. Após matar a moça, ele fugiu de carro. O pai da jovem integra a Guarda Municipal de Curitiba.

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