Associações divergem sobre apresentação de vacinação contra a Covid-19 para acessar estabelecimentos

William Bittar - CBN Curitiba

vacinação covid

A partir do dia 05 de agosto, quem quiser acessar áreas fechadas de bares e restaurantes na Itália, vai precisar apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19, certificado de cura da doença ou exame com teste negativo, mas essa realidade está bem longe de acontecer no Brasil.

Enquanto nos países europeus a vacinação já avança com passos largos e o obstáculo é convencer os negacionistas que a imunização é o melhor caminho, no Brasil, a vacina ainda é um desafio.

Trazendo para uma realidade ainda mais próxima, em Curitiba, por exemplo, foi suspensa, mais uma vez, a aplicação da primeira dose na população em geral, por faixa-etária, justamente, por falta de doses dos imunizantes.

A médica infectologista, Marta Fragoso, diz que a medida adotada no país italiano funciona, pois, é um incentivo para aqueles que ainda insistem em não se vacinar e, só dessa forma, vão poder acessar alguns estabelecimentos. Já, por aqui, o desafio é ter vacina disponível para toda a população.

“Esses locais exigem porque há uma grande quantidade de pessoas que não acreditam na vacina, aqueles contra. Isso é importante. Aumenta a adesão porque as pessoas são obrigadas a se vacinarem para poder viajar, frequentar determinados locais. Essa não é nossa realidade, estamos atrasados na vacinação e não temos vacina à vontade”, diz ela.

O presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) no Paraná, Nelson Goulart, também acredita que a medida não funcionaria de forma efetiva e diz que o protocolo adotado atualmente é o mais viável enquanto a vacinação não avança.

“Essa exigência na Itália, acredito que tem mais o significado da consciência pela importância da vacinação do que não querer atrapalhar o segmento de bares e restaurantes. Não vejo que teremos no Brasil”, pontua.

Já o presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), Fábio Aguayo, acredita que se a medida fosse adotada, seria possível melhorar a capacidade de atendimento dos estabelecimentos, assim como incentivar a imunização.

“É uma forma de combater o negacionismo que temos aí, essa propaganda contra a vacina. Acho que vai estimular e o nosso setor vai ganhar muito porque precisa trabalhar com a lotação permitida. Não podemos mais trabalhar com 30 ou 50%, não paga as contas. Então seria uma medida inteligente”, afirma.

Até esta segunda-feira (26), mais de 5,5 milhões de paranaenses haviam recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19, o número representa 66,5% da vacinação adulta apta a receber o imunizante.

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