Ataque em Guarapuava: secretário suspeita que criminosos não são do estado

Possibilidade foi dita em entrevista coletiva nesta segunda-feira (18), após tentativa de assalto à uma transportadora de valores na cidade na noite anterior.

Redação - 18 de abril de 2022, 13:15

(Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Coronel Rômulo Marinho Soares, suspeita que os que os criminosos envolvidos no ataque à Guarapuava não devem ser do estado. A possibilidade foi dita em entrevista coletiva nesta segunda-feira (18), após tentativa de assalto à uma transportadora de valores na cidade na noite anterior.

De acordo com o secretário, os motivos para essa possibilidade são: os veículos utilizados terem placas de São Paulo, o histórico de assaltos semelhantes em outros estados e o fato deles terem abandonado carros e armamentos na zona rural da cidade.

"Tem gente de fora sim [envolvida no assalto], em combinação com o pessoal daqui [de Guarapuava e do Paraná]. O grande êxito nosso, além da nossa pronta resposta, foi ter levado esse pessoal para a área rural. Conquistar as entradas na área rural demanda tempo. Eles se perderam. Vamos tentar chegar nessa quadrilha o mais rápido possível", afirmou o secretário.

Para a identificação dos suspeitos, devem ser identificados DNAs nos itens deixados durante a troca de tiros em Guarapuava, em parceria com laboratórios e com um banco de perfis genéticos

O caso

Cerca de 30 homens fortemente armados tinham o objetivo de realizar um assalto na transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, entre o final da noite de domingo (17) e início desta segunda-feira (18).

Os criminosos incendiaram veículos na parte urbana da cidade e bloquearam a entrada e saída do 16° Batalhão de Polícia Militar, para evitar uma possível captura. Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) e o comandante-geral da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmaram que não teve falha policial e não houve êxito na realização do crime.

Ao todo, 260 policiais foram acionados com a missão de deslocar os envolvidos para a zona rural de Guarapuava. Os bandidos fugiram pela BR-277 e por rodovias estaduais que passam pela região.