Ataque em Guarapuava: buscas entram no terceiro dia sem capturados

Mais de 60h após a tentativa de assalto, todos os cerca de 30 integrantes da quadrilha que participaram da ação permanecem foragidos.

Redação - 20 de abril de 2022, 07:42

Foto: Divulgação/PMPR
Foto: Divulgação/PMPR

As buscas pelos cerca de 30 homens que participaram ao ataque em Guarapuava, no Centro do estado, entram no terceiro dia nesta quarta-feira (20). Hoje, as forças de segurança do Paraná seguem com o cerco policial por toda a região, que inclui as áreas de Turvo, Pitanga e Laranjeiras do Sul. Apesar dos esforços, nenhum dos integrantes da quadrilha foi localizado até o momento.

A tentativa de assalto à empresa Proforte, que atua no transporte de valores, ocorreu na noite do último domingo (17). Houve confronto com a Polícia Militar (PMPR) e os assaltantes fugiram sem conseguir acessar o cofre do estabelecimento.

A quadrilha que causou pânicos aos moradores de Guarapuava e região estava fortemente armada. Fuzis e armas de grosso calibre, como a .50, foram usadas na ação e abandonadas durante a fuga dos criminosos, na madrugada de segunda-feira (18).

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) confirmou que doze veículos usados pelos bandidos foram localizados, entre eles carros blindados. Quatro desses veículos foram incendiados e usados como barreiras pelos criminosos.

Mais de 60h após a tentativa de assalto, entretanto, todos os cerca de 30 integrantes da quadrilha que participaram da ação permanecem foragidos.

Cerca de 260 policiais participam das buscas. Participam da operação oficiais das polícias Civil, Militar e Científica, além do apoio federal com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O patrulhamento ocorre nas áreas rural e urbana da região, por terra e também com o auxílio de aeronaves. A polícia também utiliza drones com sensor térmico, capazes de identificar calor humano em áreas de mata fechada.

Ontem (19), o secretário de Segurança Pública do Paraná, Coronel Rômulo Marinho Soares, afirmou que o trabalho de buscas e investigação exige paciência. "Nós fazemos levantamentos, perícias e recebemos denúncias. É um 'trabalho de formiguinha' porque estamos lidando com profissionais e não com amadores", declarou.