Ataque em Guarapuava: cidade amanhece em pânico após ataque

A polícia pede a ajuda da população por meio de denúncias, com informações que possam contribuir com a localização dos suspeitos.

Redação - 18 de abril de 2022, 07:19

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

A cidade de Guarapuava, na região Central do estado, amanheceu em pânico e com o sentimento de insegurança após o ataque de uma quadrilha à uma empresa transportadora de valores, no fim da noite deste domingo (17).

A ação que se estendeu ao longo da madrugada desta segunda-feira (18) envolveu dezenas de homens, que espalharam o terror por toda a cidade. De acordo com informações do comandante-geral da Polícia Militar (PMPR), Hudson Leôncio Teixeira, o grupo era composto de cerca de 30 assaltantes, em pelo menos 7 carros blindados.

Durante a madrugada, a orientação em Guarapuava era de que os moradores se mantivessem em suas casas e evitassem as ruas.

O 16º Batalhão da PM, localizado no bairro Morro Alto, amanheceu crivado de balas disparadas pelos suspeitos. Pelo menos dois policiais se feriram na troca de tiros.

A PM ainda faz um balanço sobre toda a situação em Guarapuava e vai divulgar novas informações sobre a ação e as buscas aos fugitivos em uma coletiva de imprensa às 10h, na cidade.

Enquanto isso, a polícia pede a ajuda da população com informações que possam contribuir com a localização dos suspeitos. Denúncias foram ser feitas por meio do telefone 190.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Ponta Grossa foi acionada para a ocorrência, em apoio à Delegacia de Guarapuava, ainda no fim da noite de ontem. A polícia rodoviária auxilia nas buscas pela manhã.

QUADRILHA ARMADA ATÉ OS DENTES

A quadrilha que causou pânicos aos moradores de Guarapuava e região estava fortemente armada. Fuzis e armas de grosso calibre, como a .50, podem ter sido usadas na ação, conforme as marcas de tiros e cartuchos que ficaram espalhados por diversos pontos da cidade.

A logística da quadrilha chamou a atenção das autoridades. O bando se dividiu em grupos para cercar a cidade. Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros criminosos abordaram veículos pelas ruas de Guarapuava e utilizaram populares como reféns, enquanto o ataque à transportadora de valores Proforte ocorria. 

Após a ação, que durou aproximadamente três horas, eles fugiram sentido ao Interior do estado.