Ataque em Guarapuava: suspeito de armar quadrilha é liberado

A Polícia Civil havia informado que o suspeito é morador de Guarapuava, e teria exercido a função logística à quadrilha que atacou a cidade.

Redação - 19 de abril de 2022, 07:47

Foto: Divulgação/PMPR
Foto: Divulgação/PMPR

O suspeito de fornecer o armamento pesado utilizado pela quadrilha que tentou assaltar uma transportadora de valores em Guarapuava, na região Central do estado, foi liberado pela Polícia Civil (PCPR) na noite desta segunda-feira (18).

Ele havia sido preso na tarde de ontem, durante o trabalho de buscas e investigação das forças de segurança paranaenses. O homem de 25 anos foi conduzido à delegacia do município e foi interrogado, mas acabou liberado no mesmo dia após ser ouvido. Não foram encontradas evidências para a prisão em flagrante, conforme a polícia.

A Polícia Civil havia informado que o suspeito é morador de Guarapuava, e teria exercido a função de fornecer armas aos cerca de 30 homens que promoveram o ataque na cidade.

Além do fornecimento de armas, ele também poderia ter facilitado o trabalho de logística da quadrilha, por morar na cidade e conhecer bem a região.

Antes de ser liberado, o suspeito teve o celular apreendido.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) confirmou que doze veículos usados pelos bandidos já foram localizados, entre eles carros blindados. Quatro desses veículos foram incendiados e usados como barreiras pelos criminosos.

Entre o armamento apreendido estão nove armas, entre .50 BMG, 7,62, 5,56 e calibre 12 Combat, uma pistola Glock 9 mm com seletor de rajada, um carregador de AK 47, munições, capacetes e coletes balísticos. A polícia também localizou balaclavas, facas, celulares e lanternas.

A quadrilha que causou pânicos aos moradores de Guarapuava e região estava fortemente armada. Fuzis e armas de grosso calibre, como a .50, foram usadas na ação e abandonadas durante a fuga dos criminosos, na madrugada de segunda-feira (18).

A logística da quadrilha chamou a atenção das autoridades. O bando se dividiu em grupos para cercar a cidade. Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros criminosos abordaram veículos pelas ruas de Guarapuava e utilizaram populares como reféns, enquanto o ataque à transportadora de valores ocorria.

Após a ação, que durou aproximadamente três horas, eles fugiram sentido ao Interior do estado.