Atendimento em pronto socorro não substitui consulta de rotina com pediatra

Redação


Segundo levantamento feito pelo Hospital Pequeno Príncipe, cerca de 80% dos atendimentos feitos no setores de emergências dos hospitais de Curitiba, poderiam ser resolvidos em unidades básicas de saúde ou nas consultas de rotina com o pediatra.

Ao longo dos anos, a procura nas emergências cresceu muito. Porém, menos de 20% dos casos são considerados graves.  Isso acaba refletindo no tempo de espera para ter acesso ao médico e casos realmente graves, acabam tendo que enfrentar fila apesar da classificação de risco feita na triagem.  Logo após a chegada, todos os pacientes passam por avaliação e são atendidos de acordo com a urgência.

Para garantir o atendimento aos pacientes graves, é  importante que os responsáveis levem os filhos regularmente aos consultórios dos pediatras e às Unidades Básicas de Saúde próximas de onde moram. Esse tipo de hábito ajuda a não sobrecarregar os pronto atendimentos e permite diagnóstico de várias doenças que podem ser tratadas sem ter que ficar horas esperando durante uma situação de emergência.

Seguindo as regras de funcionamento do Sistema Único de Saúde, os pacientes atendidos no Pronto Atendimento SUS deverão ser encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde ou Unidades 24 horas. Em média, apenas 3% dos pacientes que chegam ao Pequeno Príncipe vem com esse encaminhamento.

Neste época do ano, as mudanças bruscas de temperatura acabam desencadeando uma procura maior. Em hospitais que atendem crianças, como o Pequeno Príncipe, principal opção para Curitiba e região metropolitana o aumento de busca por consultas foi de 21% de março para abril.    “É comum que o movimento aumente já em meados de março, mas reforçamos que os pronto atendimentos do nosso Hospital devem ser procurados em casos de urgência e emergência, pois vemos que, na imensa maioria, cerca de 80% dos casos, as demandas poderiam ter sido resolvidas nas Unidades Básicas de Saúde mais próximas das casas dos pacientes ou nos consultórios pediátricos, evitando assim longas esperas no Pequeno Príncipe”, lembra o pediatra e vice-diretor clínico do Hospital, Victor Horácio.

O aumento se deve, principalmente, a doenças relacionadas ao vírus sincicial respiratório que, na maioria das crianças apresenta sintomas leves, geralmente semelhantes aos sintomas de um resfriado comum. Em bebês menores de dois anos, a infecção pode evoluir para sintomas mais comumente encontrados em bronquiolite.   “Quando você deixar de vir a um pronto atendimento referência em alta e média complexidade com sintomas de gripe, por exemplo, além de ajudar a evitar esperas que chegam a horas, você está também deixando de expor o seu bebê a outras doenças mais graves”, aponta o médico.

Mas então, quando procurar um pronto atendimento?

– Em casos de quedas bruscas;
– cortes profundos;
– afogamento;
– ingestão de corpos estranhos;
– desmaios e crises convulsivas;
– febres altas e incessantes;
– desidratação;

 

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