Ato pela paz é organizado pela comunidade ucraniana de Cascavel

Para a comunidade, a agressão não foi somente ao povo ucraniano, mas atingiu os fundamentos da Carta das Nações Unidas que busca a paz e convivência pacífica entre os povos

Redação - 27 de fevereiro de 2022, 15:38

Foto: Divulgação/Prefeitura de Cascavel
Foto: Divulgação/Prefeitura de Cascavel

A comunidade ucraniana de Cascavel, na região Oeste do Paraná, realizou um ato em apoio à Ucrânia na manhã deste domingo (27). Os participantes pediram pelo fim do conflito no Leste Europeu, após a Rússia invadir o país vizinho.

O prefeito Leonaldo Paranhos participou da solenidade. Após a Missa da Paz, celebrada na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, os presentes se reuniram em frente à igreja, quando foi cantado o Hino da Ucrânia e ocorreram manifestações de repúdio à guerra. Muitos deles carregavam bandeiras da Ucrânia.

No ato, foi lembrado que o dia 24 de fevereiro de 2022 ficará marcado para sempre pelo ataque à soberania e à integridade da Ucrânia. Para a comunidade, a agressão não foi somente ao povo ucraniano, mas atingiu os fundamentos da Carta das Nações Unidas que busca a paz e convivência pacífica entre os povos.

O prefeito Paranhos disse que o sentimento é de indignação, lembrou que o mundo vive os efeitos da pandemia e que não era esse tipo de guerra que deveria estar em cena.

“Nós queríamos ver uma guerra contra o vírus, contra a fome, contra a intolerância, uma guerra contra os efeitos que estamos vivendo no planeta com a mudança do clima, uma guerra de solidariedade”, enfatizou o prefeito.

Paranhos disse ainda que ninguém queria presenciar uma guerra de egoísmo e destacou que é necessário que as autoridades, mesmo diante das limitações, tomem um posicionamento. O Município de Cascavel irá enviar à embaixada da Ucrânia no Brasil uma mensagem de solidariedade e abrir as portas pare receber eventuais refugiados, assim como tem feito com outros países.

A atitude da administração municipal é semelhante a tomada pela Prefeitura de Prudentópolis, onde se concentra a maior colônia de descendentes de ucranianos no estado, semana passada.

“Não podemos acompanhar essa tragédia, essa agressão, e apenas olhar. Temos que acompanhar com indignação, não é possível no momento que viemos de tanta dor no mundo inteiro, uma luta geográfica”, disse.

O secretário de Saúde, Miroslau Bailak, que é descendente de ucranianos, disse que o grande problema da humanidade é o mau de alguns seres humanos.

“Não sei o que será da Ucrânia, não sei se ela voltará a existir, mas isso é secundário, o importante é que a nossa nação permaneça unida”, enfatizou.

O padre Sergio Chmil destacou que o ato foi para pedir o fim do conflito. “Que Deus, em sua misericórdia, bondade e amor olhe para esse povo ucraniano, toque o coração das autoridades que estão nos agredindo e que, então, essa guerra possa cessar o quanto antes e que a dor seja a menor possível”, diz.

“Não temos outra saída a não ser pedir a misericórdia de Deus”, disse a representante da comunidade, Maria Menedora Zamulhak. Ela destacou que o pedido a Deus é para que vidas deixem de ser ceifadas.