Atos contra corte de recursos para universidades estão programados para 15 de maio no Paraná

Joyce Carvalho - CBN Curitiba


Professores e servidores das universidades federais de todo o País estão programando para o dia 15 de maio uma paralisação para protestar contra o corte de 30% das verbas de custeio em 2019. Atos também serão realizados no Paraná nesta data.

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizam na próxima quinta-feira (9) uma assembleia para discutir como será a participação da categoria em uma paralisação geral da educação, programada para o dia 15 de maio. A mobilização foi definida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) após o anúncio, pelo governo federal, do corte de 30% das verbas de custeio para todas as universidades e instituições de ensino federais.

Os atos do dia 15 de maio terão ainda a participação de professores. Os estudantes da UFPR e de outras universidades federais no Paraná também devem acompanhar a mobilização.

A própria UFPR anunciou, na última sexta-feira (3), que entre as medidas adotadas para tentar reverter o corte está a promoção de um ato em defesa das universidades federais em conjunto com as entidades representativas de professores, servidores e estudantes. Ainda não há confirmação se haverá uma manifestação com a participação da UFPR fora da paralisação dos trabalhadores em educação prevista para o dia 15 de maio.

Paralelamente, existe um evento programado para o fim da tarde do dia 15 de maio que está sendo organizado por ex-estudantes da UFPR pela defesa da instituição.

Antes disto, na próxima quarta-feira, dia 08 de maio, grupos ligados ao curso de Pedagogia da UFPR devem realizar uma manifestação, a partir das seis horas da tarde, com concentração na Praça Santos Andrade. Na descrição do evento no Facebook, mais de 5,6 mil pessoas confirmaram presença no protesto.

Para a UFPR, o corte representa R$ 48 milhões a menos no caixa, o que vai afetar as atividades da instituição já no segundo semestre. A universidade anunciou que, para tentar minimizar os impactos nas atividades nos próximos meses, fará avaliações de possíveis ajustes em contratos vigentes, por exemplo. Também vai se articular com a bancada parlamentar paranaense em Brasília, além de buscar apoio nas esferas municipais e estaduais.

No caso da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o corte representa um bloqueio de R$ 37 milhões. A instituição informou, por meio de nota, que iniciou a readequação do orçamento considerando a nova realidade, mas que trabalha para reverter a medida. Segundo a universidade, os recursos bloqueados são fundamentais para que a UTFPR realize com excelência os trabalhos de ensino, pesquisa e extensão.

Outra instituição de ensino superior atingida pelo corte é a Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila), com sede em Foz do Iguaçu. A instituição terá menos R$ 14,2 milhões neste ano. Em nota, a Unila informa que o não cumprimento do orçamento previsto para 2019 é “uma decisão equivocada, baseada na falta de entendimento sobre o papel das universidades perante a sociedade, no presente e no futuro”.

O Instituto Federal do Paraná (IFPR), voltado para a educação superior e a educação profissional, terá um corte de cerca de R$ 21 milhões. O IFPR informou, por meio de nota, que o bloqueio vai afetar o funcionamento da instituição, com impactos no custeio, investimento e expansão, além de ações como capacitação de servidores.

Representantes do Instituto Federal do Paraná participam de uma reunião na próxima quarta-feira (8) na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação. Também estarão em um encontro, a partir de terça-feira (7), do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que vai abordar o assunto.

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