Atual prefeito de Maringá diz que erros da gestão anterior vão custar R$ 3 milhões ao município

Com Leonardo Filho/ Metro Jornal MaringáDois erros considerados graves no projeto que prevê a construção do novo termina..

Julie Gelenski - 01 de fevereiro de 2017, 09:14

Com Leonardo Filho/ Metro Jornal Maringá

Dois erros considerados graves no projeto que prevê a construção do novo terminal de Maringá vão custar aos cofres públicos aproximadamente R$ 3 milhões e devem gerar ação judicial.

“Em função dos transtornos, atrasos e prejuízos provocados, a Prefeitura de Maringá vai impetrar ação na Justiça contra os agentes públicos e as empresas responsáveis pelos erros nos projetos”, destacou o prefeito Ulisses Maia (PDT) durante entrevista coletiva, ontem pela manhã, na prefeitura.

Um dos erros foi que o projeto teria ignorado a existência de alimentadores de energia elétrica da Copel que fornecem energia a toda a região do Novo Centro.

O outro apareceu na sondagem feita por uma empresa contratada para estudos geológicos. Esse estudo previa que a fundação necessária seria de 18 metros, sendo que a presença de rocha foi encontrada 33 metros abaixo do solo.

Segundo a prefeitura, um alerta foi feito à administração passada, que não teria tomado providências.

“Depois de gastar R$ 2,6 milhões com o projeto original e mais R$ 280 mil com aditivos, agora a prefeitura terá de desembolsar mais dinheiro para fazer novas sondagens , desta vez por meio de estacas escavadas mecanicamente, e fazer um desvio provisório dos alimentadores de energia para a execução dos projetos hidráulico e elétrico”, afirmou o secretário municipal de Obras, Marcos Zucoloto.

Durante a entrevista, a prefeitura também confirmou a demolição, em 30 dias, do terminal urbano.

Ao todo, 65 abrigos serão instalados na praça Raposo Tavares, e rua Joubert Carvalho.

O município espera que a obra, com custo total de cerca de R$ 60 milhões, seja finalizada em até três anos.

Segundo a prefeitura, o cronograma da obra previa que 35% do serviço já deveria ter sido executado, no entanto, o patamar atingido até agora é de apenas 9%.

Morangueira

Outro erro apontado pela administração foi o projeto para implantação do corredor de ônibus, nos dois sentidos de tráfego, ao lado do canteiro central da Avenida Morangueira.

Falta segurança para pedestres e o canteiro dificulta a implantação de pontos de retorno e de travessia de veículos, além de impedir a construção de abrigos de grande concentração de passageiros nos pontos de parada de ônibus.

“E isso é só o começo dos equívocos da gestão passada que estão sendo detectados. O impacto será muito maior quando tornarmos públicos os erros verificados e que estão sendo apontados no relatório a respeito do Parque Cidade Industrial”, disse.

Outro lado

O Metro Jornal de Maringá, parceiro do Paraná Portal na cidade, entrou em contato com o ex-prefeito Carlos Roberto Pupin (PP), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.