Auditores fiscais da Receita Federal cogitam greve geral para garantir reajustes

Com trabalhos parcialmente paralisados desde julho, auditores fiscais da Receita Federal pretendem deflagrar greve geral..

Fernando Garcel - 08 de dezembro de 2016, 16:48

Com trabalhos parcialmente paralisados desde julho, auditores fiscais da Receita Federal pretendem deflagrar greve geral ainda neste ano. A categoria pretende forçar que o governo federal atenda as reivindicações dos servidores. Desde o início do segundo semestre, os trabalhadores cruzam os braços duas vezes por semana no Paraná.

Entre os pedidos, a categoria requer o reajuste salarial referente as perdas inflacionárias dos últimos anos. A categoria alega descumprimento do acordo salarial fechado no fim de março, porque o governo ainda não informou quando enviará ao Congresso o projeto de lei que reajusta as remunerações e atende a outras reivindicações não salariais.

> Com greve dos auditores, dois mil caminhões aguardam no Porto Seco de Foz do Iguaçu

Desde 11 de julho, os auditores iniciaram uma operação padrão para exigir que o governo federal cumpra o acordo feito em março de aumento salarial de 21% em quatro anos. O projeto de lei 5864/16, que reajusta os salários dos trabalhadores, ainda não foi votado pelo Congresso Nacional. Em setembro a paralisação semanal coincidiu com o aumento da demanda no porto seco e gerou uma fila de dois mil caminhões no Porto Seco de Foz do Iguaçu.

Em nota, o Sindifisco Nacional de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, afirma que apesar dos esforços o projeto que reajusta os salários não recebeu atenção na pauta do governo e por isso deve deflagrar uma greve geral em breve.

Confira a nota:

A delegacia do Sindifisco Nacional em Foz Iguaçu vem a público informar que, apesar de todos os esforços negociais, administrativos, diplomáticos e políticos, o Projeto de Lei, enviado em julho, tratando do acordo assinado com os Auditores Fiscais não recebeu a devida prioridade por parte do governo, sendo que, além de não ter sido aprovado no prazo acordado (agosto/16), foi totalmente desfigurado e continua parado no Congresso Nacional.

Em função dessa omissão injustificável, do recesso parlamentar que se aproxima e do esgotamento das alternativas buscadas para a aprovação desse projeto de lei, não restou outra alternativa senão a adesão da categoria a uma greve geral como forma de pressão legítima diante da falha dos demais instrumentos negociais.

A solução para as dificuldades dos intervenientes do comércio exterior (importadores, exportadores, despachantes e transportadores) passa por uma cobrança efetiva do governo para que cumpra o acordado e dê prioridade na aprovação do Projeto de Lei, na forma acordada com a categoria. Uma vez solucionado o problema do Projeto de Lei, solucionados estarão os problemas dos intervenientes do comércio exterior.