Auditores fiscais da Receita Federal cogitam greve geral para garantir reajustes

Fernando Garcel


Com trabalhos parcialmente paralisados desde julho, auditores fiscais da Receita Federal pretendem deflagrar greve geral ainda neste ano. A categoria pretende forçar que o governo federal atenda as reivindicações dos servidores. Desde o início do segundo semestre, os trabalhadores cruzam os braços duas vezes por semana no Paraná.

Entre os pedidos, a categoria requer o reajuste salarial referente as perdas inflacionárias dos últimos anos. A categoria alega descumprimento do acordo salarial fechado no fim de março, porque o governo ainda não informou quando enviará ao Congresso o projeto de lei que reajusta as remunerações e atende a outras reivindicações não salariais.

> Com greve dos auditores, dois mil caminhões aguardam no Porto Seco de Foz do Iguaçu

Desde 11 de julho, os auditores iniciaram uma operação padrão para exigir que o governo federal cumpra o acordo feito em março de aumento salarial de 21% em quatro anos. O projeto de lei 5864/16, que reajusta os salários dos trabalhadores, ainda não foi votado pelo Congresso Nacional. Em setembro a paralisação semanal coincidiu com o aumento da demanda no porto seco e gerou uma fila de dois mil caminhões no Porto Seco de Foz do Iguaçu.

Em nota, o Sindifisco Nacional de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, afirma que apesar dos esforços o projeto que reajusta os salários não recebeu atenção na pauta do governo e por isso deve deflagrar uma greve geral em breve.

Confira a nota:

A delegacia do Sindifisco Nacional em Foz Iguaçu vem a público informar que, apesar de todos os esforços negociais, administrativos, diplomáticos e políticos, o Projeto de Lei, enviado em julho, tratando do acordo assinado com os Auditores Fiscais não recebeu a devida prioridade por parte do governo, sendo que, além de não ter sido aprovado no prazo acordado (agosto/16), foi totalmente desfigurado e continua parado no Congresso Nacional.

Em função dessa omissão injustificável, do recesso parlamentar que se aproxima e do esgotamento das alternativas buscadas para a aprovação desse projeto de lei, não restou outra alternativa senão a adesão da categoria a uma greve geral como forma de pressão legítima diante da falha dos demais instrumentos negociais.

A solução para as dificuldades dos intervenientes do comércio exterior (importadores, exportadores, despachantes e transportadores) passa por uma cobrança efetiva do governo para que cumpra o acordado e dê prioridade na aprovação do Projeto de Lei, na forma acordada com a categoria. Uma vez solucionado o problema do Projeto de Lei, solucionados estarão os problemas dos intervenientes do comércio exterior.

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