Aumento de casos de dengue deixa Paraná em alerta

Francielly Azevedo

O Paraná está em alerta após o aumento no número de casos de suspeita de dengue. De acordo com a Secretaria de Saúde (SESA), a circulação do vírus é mais intensa nas regiões norte, noroeste e oeste, em função do alto risco climático para proliferação da doença.  Em todo o Estado, são 129 casos em 33 municípios.

Ainda, segundo a SESA, Uraí, no norte paranaense, registrou 33 casos confirmados da doença desde o último mês de agosto. A cidade tem 11 mil habitantes.

Conforme especialistas, outro fator que preocupa é a crescente circulação do vírus da dengue tipo 2. Até o ano passado, a grande maioria dos casos registrados no Paraná, cerca de 90%, era do tipo 1. A Secretaria da Saúde explica que pessoas que já são imunes ao tipo 1 ainda podem ser infectadas pela dengue do tipo 2.

Entre os criadouros mais comuns estão vasos e pratos de plantas, garrafas pet, copos plásticos, sacolas, latas e outros materiais recicláveis. Também existem outros vilões que nem sempre estão à vista, como calhas entupidas, ocos de árvores, bromélias e bandejas externas de geladeira. Os tipos de criadouros acima citados representam em torno de 60% dos depósitos onde são encontradas as larvas do mosquito.“São poucos minutos que fazem toda a diferença no combate ao mosquito. Mantendo a casa sem água parada, você protege sua família e também os seus vizinhos”, diz a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.


PESSOAS VULNERÁVEIS

De acordo com a SESA, toda a população tem risco de contrair a dengue, contudo existem pessoas que são mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença. Este grupo de risco é composto, principalmente, por idosos, gestantes, lactentes menores (29 dias a 6 meses de vida), dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme,doença renal crônica, entre outras.

Especialistas afirmam que o vírus se manifesta de forma diferente, fazendo com que o quadro clínico do indivíduo se agrave mais rapidamente. Geralmente, são pessoas com a saúde mais frágil, que necessitam de uma atenção especial. A orientação é que elas busquem atendimento de saúde logo que apresentem os primeiros sintomas.

O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso. “É preciso que todos fiquem atentos aos sintomas da dengue. Febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular, dor atrás dos olhos ou mal-estar geral são alguns dos sinais mais comuns”, explica o médico especialista em Saúde Coletiva, Enéas Cordeiro.

**Com informações da AEN**

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.