Queda de avião no Paraná: Cenipa assume investigação e tem 45 dias para fazer o laudo

Angelo Sfair e Vinicius Cordeiro

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A queda do avião de pequeno porte na região oeste do Paraná, que vitimou outras três pessoas, será investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado à Força Aérea Brasileira.

Graziela de Souza Philippi foi a única sobrevivente do episódio. Entretanto, a mulher de 53 anos perdeu sua filha e seu marido. Fernanda Philippi, de 12 anos, e Eduardo Frederico Borsarini Philippi, de 48 anos, não resistiram ao acidente, assim como o piloto da aeronave, Magnus Boeno Padilha, de 32 anos.

Uma perícia técnica na tarde desta segunda-feira (18) deve iniciar os esclarecimentos das causas da queda do avião. O órgão terá 45 dias para concluir o laudo técnico.

Por enquanto, a informação é que o avião havia sido alugado por uma família cascavelense que passou o feriado no litoral da Santa Catarina. O monomotor caiu em uma região bem próxima à cabeceira de uma pista de pouso particular.

O Cenipa, por meio de nota, informou que investigadores do do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V) serão responsáveis pela Ação Inicial da ocorrência. O processo consiste no início da investigação e tem o objetivo de coletar dados: “fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos”.

O conteúdo deve embasar o laudo pericial, que poderá sustentar a determinação das causas do acidente, além de ajudar a prevenir futuros desastres. A conclusão, conforme o Cenipa, será entregue dentro do “menor prazo possível, dependendo da complexidade do acidente”.

RELATO DA TESTEMUNHA DA QUEDA DO AVIÃO NO PARANÁ

A tragédia aconteceu na noite de ontem (17), no distrito de Espigão Azul, em Cascavel, no oeste do Paraná. O primeiro a chegar ao local foi o apicultor Cleonir da Silva.

Em entrevista à TV Band, ele contou que ouviu o que parecia ser o motor do avião em pane e que Graziela não conseguiu passar informações corretas sobre os passageiros.

“Na verdade, estava mexendo com as abelhas a um 500 metros. Ouvi o barulho que apagou o motor da aeronave e corri até a propriedade para chamar um amigo e prestar os primeiros socorros”, conta.

“Deparei com a aeronave destruída e uma senhora, que ainda estava consciente. Eu conversei com ela, pedi quantas pessoas estavam para lá passar para o socorro. Ela conseguiu me dar informações não muito certas, acho que devido à pancada. Ela me falou que estava só com a filha, mas estavam em quatro pessoas na aeronave”, completou.

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