Baixa adesão preocupa e municípios prorrogam campanha de vacinação contra gripe

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe foi prorrogada pela terceira vez pelo Ministério da Saúde. Em Curitiba, ..

Fernando Garcel - 15 de junho de 2018, 15:57

Foto: Venilton Küchler &#124 AEN
Foto: Venilton Küchler &#124 AEN

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe foi prorrogada pela terceira vez pelo Ministério da Saúde. Em Curitiba, a campanha segue até a próxima sexta-feira (22). Em Maringá, no Noroeste, a vacina será ofertada para a população prioritária até sábado (23). O objetivo é atingir a meta da pasta na véspera do início do inverno, período em que há maior circulação do vírus da gripe.

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Segundo o último levantamento, 11,8 milhões de pessoas ainda precisam se vacinar contra a gripe. Desde o início da campanha, em 23 de abril, 77,6% da população prioritária buscaram os postos de saúde. A meta é vacinar contra a gripe 54,4 milhões de pessoas.

A partir do dia 25 de junho, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. O Ministério da Saúde reforça a importância dos estados e municípios continuarem a vacinar os grupos prioritários, em especial, crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença. Para os estados que já atingiram a meta de 90%, essa estratégia já pode ser adotada.

Curitiba

Em Curitiba, a cobertura da população prioritária está em 79% da meta. Assim como em todo o país, as crianças de seis meses a menores de cinco anos, as gestantes e os doentes crônicos são os grupos que apresentam menor cobertura, com 52,8%, 55% e 55,1%, respectivamente. A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) disponibiliza as vacinas em 110 unidades básicas de saúde da capital, de segunda à sexta-feira, em horário comercial, das 8h às 18h.

“A orientação é para que os doentes crônicos, gestante e pais com filhos na faixa etária indicada procurem as unidades de saúde nestes últimos dias de campanha e aproveitem para fazer a vacina”, disse o diretor do Centro de Epidemiologia de Curitiba da SMS, Alcides Oliveira.

De acordo com Oliveira, as gestantes ou os pais com dúvidas a respeito da vacina devem procurar diretamente a unidade de saúde para esclarecer. Não há necessidade de as gestantes e as crianças na faixa etária indicada passarem por consulta médica para a prescrição da vacina, uma vez que ela faz parte do calendário de vacinação. Já os doentes crônicos precisam apresentar a prescrição médica, caso não façam acompanhamento na unidade de saúde.

Maringá

Em Maringá, o número de vacinados corresponde a 85,15% da meta. O grupo de idosos e de professores foram os únicos que superaram a meta, ultrapassando as expectativas. Eram esperados cerca de 44 mil idosos para tomar a vacina e mais de 46 mil aplicaram. Tiveram cerca de 300 professores a mais que procuraram a imunização, dos 4.144 esperados, 4.405 receberam a dose. Por outro lado, o número de gestantes e crianças (de 6 meses até 4 anos) estão em 61,39% e 66,28% da meta, respectivamente.

No último dia da campanha, no sábado (23), será o 'Dia D', quando todas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a Sala da Vacina estarão de plantão, das 8 às 17 horas.

Público prioritário

Fazem parte do público com prioridade para receber a vacinação:

  • Crianças de 6 meses de idade a 4 anos, 11 meses e 29 dias;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como trissomias, doença respiratória, cardíaca, renal, hepática e neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesidade e transplantados (neste caso, se não fizer o acompanhamento na unidade de saúde é preciso apresentar solicitação ou prescrição médica com o motivo da indicação da vacina);
  • Gestantes, independente do mês gestacional;
  • Mulheres em pós-parto, até 45 dias após o nascimento do bebê (apresentar certidão de nascimento do bebê, cartão-gestante ou documento do hospital em que ocorreu o parto);
  • Trabalhadores da saúde (apresentar declaração do vínculo de atuação);
  • Professores de escolas públicas ou privadas (apresentar documento que comprove vínculo de atuação, como crachá ou declaração da instituição em que atua).