Batalha do Centro Cívico completa três anos neste domingo

O dia 29 de abril ficou lembrado pelos servidores estaduais do Paraná como “Batalha do Centro Cívico”. Na data em 2015, ..

Andreza Rossini - 29 de abril de 2018, 14:15

O dia 29 de abril ficou lembrado pelos servidores estaduais do Paraná como “Batalha do Centro Cívico”. Na data em 2015, mais de 200 pessoas ficaram feridas, em Curitiba, no confronto entre a Polícia Militar e manifestantes.

A Justiça havia aberto uma investigação sobre o caso, que foi arquivada em agosto de 2017. Na época, o então governador Beto Richa (PSDB), um dos responsáveis pela ação policial, afirmou que a decisão deveria "servir de exemplo".

O Ministério Público recorreu da decisão de inocentar os acusados: Beto Richa e e o ex-secretário de Segurança Pública Fernando Francischini (hoje deputado federal pelo SD). Ainda não há uma decisão final sobre o caso.

Richa e Francischini são candidatos nas eleições deste ano. O ex-governador deve tentar uma vaga para o senado e Francischini pretende uma cadeira na Câmara Federal.

O 29 de abril

No dia da votação do projeto que reestruturava o Paranaprevidência, responsável pelo pagamentos das aposentadorias dos servidores do estado, 29 de abril, professores se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para se opor à aprovação.

O confronto começou quando os servidores, que pretendiam ir à Assembleia para acompanhar a votação, foram barrados por um cordão formado pelos agentes da Polícia Militar (PM). Segundo levantamento da Prefeitura de Curitiba na época, mais de 200 pessoas ficaram feridas.

Os policiais usaram bombas e dispararam tiros de balas de borracha. A Secretaria de Segurança Pública informou, na ocasião, que 20 policiais também ficaram machucados. A sessão acabou sendo adiada para o dia seguinte, quando os deputados aprovaram o projeto em segundo turno e em redação final.

No dia 29 de maio, um mês após o confronto, o Ministério Público de Contas divulgaria um levantamento que indicava que os gastos com a ação da polícia passaram de R$ 1 milhão. Os números estavam em documento oficial da Polícia Militar do Paraná (PM).