Batalhão não encontra indícios de crimes em ação de policiais envolvidos na Publicano

Jordana Martinez


O Batalhão da Polícia Militar Rodoviária inocentou dois policiais militares rodoviários do Paraná acusados não  de receber propina em um esquema investigado na primeira fase da Operação Publicano. A sindicância concluiu que “não encontrou indícios de crime nem de transgressão por parte dos dois policiais militares”. Agora, o processo segue para a Corregedoria Geral da PM .

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, no norte do Paraná, chegou até os policiais Daniel Paulo Ivaszek e Roberto Soares da Silva durante a investigação que apura o suposto esquema de corrupção da Receita Estadual.

De acordo com a denúncia apresentada na Publicano I, o telefone do posto rodoviário de Iguaraçu, na Rodovia PR-317, que pertence a 4ª Companhia da Polícia Rodoviária, com sede em Maringá, estava grampeado com autorização da Justiça e registrou o acordo de pagamento de propina aos militares, em 31 de dezembro de 2014. Naquela noite, um caminhão foi parado pela dupla que constatou irregularidades na documentação fiscal e para liberar a carga teriam exigido R$ 10 mil.

Durante as investigações, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) constatou que os militares teriam recebido valor acima do combinado por uma falha de comunicação entre os donos da empresa e o motorista da carga. Cerca de R$ 6 mil teriam sido levados por uma pessoa e outra teria levado R$ 10 mil.

O MP-PR não apresentou uma denúncia contra os militares porque eles devem ser processados e julgados pela Justiça Militar.

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Jordana Martinez
Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.