Bebê torturado pelos pais deve ficar com problemas neurológicos

Andreza Rossini


O bebê de seis meses que foi torturado pelos pais em Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais, deve ficar com sequelas graves.

A informação foi repassada pela delegada responsável pela investigação do caso, Ana Paula Cunha Carvalho, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). “O estado do bebê é grave, ele está em coma induzido, respira com a ajuda de aparelhos e deve ficar com problemas neurológicos e sequelas na audição”, afirmou.

Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional.

A criança começou a ser atendida na última quinta-feira (22). “A denúncia [do hospital] era de um bebê com múltiplas fraturas no crânio, inclusive com sangramento, o que significa que são recentes”, afirmou a delegada. “Ele estava com uma mordida no braço esquerdo e manchas roxas na perninha. Um raio-x mostrou duas fraturas na costela, uma recente e uma mais antiga, além de uma mordida antiga na bochecha”, explicou.

“Nós ouvimos testemunhas: médicos, vizinhos e familiares e conseguimos outros documentos relacionados a uma fratura do fêmur do bebê, quando ele tinha três meses”, contou.

Prisões

A mãe do bebê de seis meses internado e sob suspeita de tortura, foi presa na noite de segunda-feira (27), no hospital.   O pai da criança foi detido na última quinta-feira (22), suspeito do mesmo crime.

Durante as investigações, ficou comprovado crimes cometidos pela mãe. “Abandono de incapaz, maus tratos e a omissão pela tortura praticada pelo pai. Nós continuamos as investigações para saber se a mãe também cometeu atos de tortura com o bebê”, afirmou Ana.

Em depoimento, a mãe afirmou que o pai é agressivo com o o bebê. “Ela disse que teria visto o pai gritar, xingar e até chacoalhar o bebe, mas que nunca presenciou casos de violência física. Na última semana o bebê deu entrada no hospital com uma mordida na bochecha e a mãe afirmou que quem mordeu foi o pai, enquanto ‘brincava’ com a criança”, explicou Ana Carvalho.

As investigações continuam.

 

 

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="439503" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]