Biólogos e voluntários recolhem R$ 1 mil em moedas nas Cataratas do Iguaçu

Mariana Ohde


Cerca de R$ 1 mil em moedas de vários países foram retirados do Rio Iguaçu, em Foz do Iguaçu, oeste do Paraná. A limpeza foi feita por biólogos e montanhistas voluntários, que usaram técnicas especiais para chegar perto das Cataras do Iguaçu – quedas que chegam a 40 metros de altura.

Jogar moedas é uma superstição dos visitantes do local: muitos turistas acreditam que seus pedidos serão realizados caso o ritual seja cumprido. Com isso, segundo o biólogo Apolônio Rodrigues, que coordenou a ação, foram recolhidos cerca de 40 kg em moedas do Brasil, Argentina e Paraguai.

O Parque Nacional do Iguaçu, onde ficam as cataratas, recebe aproximadamente 5 mil visitantes em dias normais. Nos feriados e fins de semana, este número triplica.

Foram quatro equipes, uma delas nas quedas e outras nos rios. Na ação de limpeza também foram recolhidos 270 quilos de lixo, incluindo algumas peças inusitadas como sandálias e capacetes.

As moedas recolhidas serão doadas a instituições de caridade da região.

Tradição prejudicial

Apolônio Rodrigues ressalta que a tradição de jogar dinheiro no rio traz inúmeros prejuízos a fauna e flora do Parque Nacional do Iguaçu.

“Essas moedinhas, quando são lançadas, são novas, têm brilho. E algumas aves aquáticas que são predadoras acabam confundindo isso com os peixes, pois elas atacam os peixes justamente quando veem o brilho das escamas ao sol. Então elas bicam essas moedas e às vezes engolem, isso traz problemas para os animais. Esse material, com o tempo, também oxida e traz mais problemas para o meio ambiente”, explica.

Quem visita o Parque Nacional do Iguaçu é orientado a apreciar a natureza sem jogar nenhum tipo de lixo no local.

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Repórter no Paraná Portal
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