Dengue: Paraná registra novos 1,5 mil casos em uma semana

Jorge de Sousa

Dengue soma 852 casos desde agosto no Paraná;

O Paraná registrou na última semana novos 1.584 casos pela dengue, segundo boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), nesta terça-feira (4).

O registro apresenta queda em relação ao boletim anterior, quando 1.967 novos casos de dengue foram confirmados.

Desde o início do ciclo em agosto foram confirmados 13.460 casos e 19 óbitos no Paraná. O levantamento deste ciclo da dengue irá durar até julho de 2021.

Outros 12.859 amostras ainda aguardam análises laboratorial e 29.895 pacientes já tiveram o diagnóstico negativo para a dengue.

Já as notificações de dengue passaram de 60.014 para 65.263 nos últimos sete dias, sendo que 262 municípios do Paraná registraram ao menos um caso da doença.

Todas as 22 Regionais de Saúde do Paraná têm ao menos um caso confirmado da doença, sendo que em 20 essas ocorrências foram autóctones, ou seja, com contaminações dentro dos municípios.

“A Sesa segue apoiando os municípios no combate à dengue e reforçamos à população que a principal medida de prevenção para a doença é a eliminação dos pontos que podem acumular ou empoçar água que podem se transformar em criadouros do mosquito transmissor, o Aedes aegypti”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Desde 1991, os casos de dengue são acompanhados pela Secretaria Estadual da Saúde. Mas no último ciclo, o Paraná quebrou o recorde de casos confirmados e mortes, com 227.724 contaminações e 177 óbitos.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 971.136 casos de dengue no último ciclo, sendo que 91,7% dessas ocorrências foram concentradas entre os estados do Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Os principais sintomas da dengue são febre alta e de forma súbita, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas, tontura e extremo cansaço. Se a doença não foi tratada, pode evoluir rapidamente para dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, palidez, sangramentos pelo nariz, boca e gengivas.

“Diante do cenário crítico da pandemia da Covid-19, precisamos evitar a presença de mais um agravante como a dengue, que pode ter sua principal causa evitada, acabando com os focos do mosquito nos ambientes domésticos”, finalizou a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

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