Bombeiros registraram aumento de 13,4% em mortes causadas por afogamentos

Metro Jornal Curitiba


O número de mortes causadas por afogamento aumentou neste ano no Paraná e a preocupação aumenta com a proximidade da temporada de verão. Segundo dados do Sistema de Registro e Estatística de Ocorrências do Corpo de Bombeiros, 101 mortes ocasionadas por afogamento foram registradas neste ano no estado. No mesmo período do ano passado, foram 89. O crescimento é de 13,4%.

“No nosso estado, se comparado com outros, o índice é baixo”, disse o major Leonardo Mendes dos Santos, do Corpo de Bombeiros do Paraná. “O que a gente percebe é que na iminência da chegada do verão os números tendem a aumentar, As pessoas fazem mais atividades aquáticas em locais que não são próprios para banho”.

No dia 17 deste mês, duas pessoas morreram afogadas na região metropolitana de Curitiba. Em São José dos Pinhais, um jovem de 20 anos se afogou em uma cava. Em Araucária, um adolescente
de 16 anos morreu ao nadar no lago da represa do Passaúna.

Nadar em cavas ou lagos não é recomendado. “As cavas são provenientes de escavamentos, que geram buracos. Diferentemente do litoral, em que a profundidade aumenta gradativamente, em
cavas ela aumenta absurdamente”, diz o major Leonardo dos Santos. “E são locais não atendidos por guarda-vidas”.

Outro situação de risco é se banhar nos lagos dos parques de Curitiba. “Os parques são a mesma situação das cavas”, alerta o coordenador da Defesa Civil de Curitiba, Nelson de Lima Ribeiro. “A maioria dos lagos de parques é feita a partir de cavas, com diversos tipos de objetos no fundo, como galhos e pedaços de construção. A pessoa pode ficar presa na lama”.

Praias

No litoral, a recomendação é para as pessoas nadarem sempre perto de guarda-vidas e evitarem locais com bandeiras que indicam perigo. Segundo o major Leonardo, em áreas de mar aberto, como em grandes trechos do litoral paranaense, há a formação do que se chama “corrente de retorno” – o refluxo do volume de água que volta da costa para o mar.

“A recomendação é para a pessoa nadar sempre em áreas protegidas por guarda-vidas”, diz o major do Corpo de Bombeiros. “Essas áreas de corrente de retorno são sempre sinalizadas e devem ser evitadas”.

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