Bope forma primeira mulher técnico explosivista do esquadrão antibombas

Redação e Ana Flavia Silva - BandNews FM Curitiba


Pela primeira vez, uma mulher se forma no curso de técnico explosivista da Polícia Militar. Nove policiais finalizaram o treinamento, que tem duração de 3 meses, e agora estão aptos para fazer parte do Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Especiais da PM (BOPE).

Entre as atividades que o grupo desenvolve estão a desativação de artefatos explosivos ou suspeitos, além da análise de equipamentos e perícias. “São preparados para dar atendimento às ocorrências que são responsabilidades do Esquadrão Antibombas em todo o Paraná. Eles são preparados para lidar com explosivos e para a parte pericial”, explica o tenente-coronel do BOPE, Hudson Leôncio Teixeira.

A formação é feita na Academia de Polícia Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Depois do curso intensivo, os policiais passam por um estágio, que dura um ano. E participam de formações contínuas, mesmo após integrarem o Esquadrão Antibombas – que é muito restrito.

Com quase cinco anos de corporação, Leiliane Soares da Silva entra para a história da PM como a primeira mulher técnico explosivista do BOPE.

“Eu entrei por ser totalmente diferente do que eu fazia e por ser uma porta de entrada para o BOPE. Eu ainda eu tinha o paradigma de que ‘mulheres não entram no BOPE’, mas dentro do esquadrão o curso é totalmente técnico e me permite contribuir para o esquadrão”, afirma Leiliane.

Também foi durante o preparo de uma instrução desta turma, que dois policiais ficaram feridos com a explosão de um artefato antes do momento previsto, no dia 20 de setembro. Os dois instrutores foram levados para o Hospital do Trabalhador em estado grave. Um deles, um sargento de 40 anos – sendo 17 na Polícia Militar e 8 atuando exclusivamente no Esquadrão Antibombas – teve dois dedos da mão direita amputados e perdeu perde da audição.

Ele já recebeu alta e continua em tratamento em casa. Já o outro policial, um soldado de 37 anos, que há 14 trabalha na PM e integra o esquadrão há 4 anos, segue internado e também teve perda de parte da audição. Um inquérito policial militar foi aberto para investigar o motivo do incidente.

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