Busca em Guarapuava é trabalho de paciência, segundo secretário

De acordo com Rômulo Marinho, a demora na localização deles é normal. O chefe da pasta afirmou que a quadrilha é especializada e que cada decisão é calculada.

Redação - 19 de abril de 2022, 16:16

(Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)

O trabalho de busca pelos criminosos que passaram por Guarapuava é de paciência, segundo o secretário de Segurança Pública do Paraná, Rômulo Marinho Soares. O chefe da pasta afirmou nesta terça-feira (19) que a quadrilha é especializada e que cada decisão, tanto por quem procura quanto por quem foge, é calculada.

De acordo com o coronel Marinho, a demora na localização deles é normal. "Nós fazemos levantamentos, perícias e recebemos denúncias. É um 'trabalho de formiguinha' porque estamos lidando com profissionais", afirmou o secretário em entrevista à RPC. Ele complementou dizendo que, para prender uma pessoa, é necessária a autorização de um juiz e de um promotor, e que o trabalho precisa ser integrado.

Pelo segundo dia, mais de 200 policiais estão em Guarapuava e região para identificar cerca de 30 homens que estavam fortemente armados e tentaram roubar uma empresa de transporte de valores na cidade.

BUSCA EM GUARAPUAVA E REGIÃO

O trabalho de busca policial acontece em Guarapuava, no distrito de Palmeirinha e nas áreas de Turvo, Pitanga e Laranjeiras. O processo não tem data para terminar, mas pode durar pelo menos quatro dias, segundo estimativa da Polícia Militar. Estão na operação oficiais das polícias Civil, Militar e Científica, além do apoio federal com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os órgãos de segurança envolvido nas buscas aos criminosos envolvidos no ataque têm recebido diversas denúncias sobre o paradeiro da quadrilha. As informações chegam à polícia por meio dos telefones 190 e 181 e contribuem com o trabalho de investigação policial.

ATAQUES EM GUARAPUAVA

Cerca de 30 homens fortemente armados tinham o objetivo de realizar um assalto na transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, entre o final da noite de domingo (17) e início desta segunda-feira (18).

Os criminosos incendiaram veículos na parte urbana da cidade e bloquearam a entrada e saída do 16° Batalhão de Polícia Militar, para evitar uma possível captura. Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) e o comandante-geral da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmaram que não teve falha policial e não houve êxito na realização do crime.

Ao todo, 260 policiais foram acionados com a missão de deslocar os envolvidos para a zona rural de Guarapuava. 

Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros bandidos abordaram veículos pelas ruas da cidade e utilizaram populares como reféns, enquanto acontecia o ataque à transportadora. 

Após a ação, que durou cerca de três horas, eles fugiram sentido interior do estado.