Câmara aprova investigação contra prefeito de Sarandi

Andreza Rossini


Repórter Eduardo Xavier do Metro Maringá

A Câmara de Sarandi aprovou ontem, por 5 a 4, a abertura de uma CP (Comissão Processante) contra o prefeito de Sarandi, Walter Volpato (PSDB), por suspeita de improbidade administrativa.

Este foi o terceiro pedido de investigação analisado pelo Legislativo contra o gestor neste ano. Cerca de 200 pessoas acompanharam a votação ontem. A segurança foi reforçada pela Guarda Municipal e Polícia Militar.

O vereador Mineirinho (PDT) foi eleito relator; Cilas Morais (PSB), o presidente; e Eliana Trautwein (PC do B), membro da comissão. A CP tem prazo de cinco dias para iniciar a investigação.

A denúncia, protocolada pelo empresário Admir Machado, versa sobre três pontos. O primeiro é o prefeito não responder aos ofícios e requerimentos de vereadores. O segundo é que por ignorar pedidos de parlamentares, eles são impedidos de exercer a função de fiscalizar atos do executivo, incorrendo em administração temerária.

O terceiro é violar o artigo 78 da Lei Orgânica por ter alugado imóvel de sua propriedade ao município. O terreno de 6.040 metros quadrados, na região central de Sarandi, foi locado por R$ 5 mil mensais, com contrato de um ano, para funcionamento da Secretaria de Saneamento e Meio Ambiente.

Em julho, a Câmara arquivou pedido de abertura de CP contra Volpato para investigar irregularidades na contratação de serviços em ônibus escolares e ambulância pelo executivo. O Ministério Público instaurou inquérito civil público para apurar o caso.

O segundo pedido, também rejeitado pelos vereadores, é sobre suposta irregularidade no contrato da prefeitura com a empresa de transporte Cidade Verde. Defesa A assessoria de comunicação da prefeitura informou que o contrato de aluguel do imóvel de Volpato é de responsabilidade da gestão do ex-prefeito Carlos Alberto de Paula (PDT).

O contrato do aluguel foi publicado no Diário Oficial do Município em 23 de dezembro do ano passado e assinado no dia 13 do mesmo mês. Segundo ainda a assessoria, o contrato com vigência de um ano, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2017, foi publicado no Portal da Transparência, e que a Secretaria de Meio Ambiente vai ser transferida para um prédio na Rua José Galindo Garcia, no Jardim Verão antes do término do contrato. O prefeito afirmou, por meio da assessoria, que está “tranquilo e consciente de que as provas de sua inocência são reais”.

Previous ArticleNext Article