Câmara de Curitiba aprova redução de R$ 39 milhões nos repasses às empresas de ônibus

Redação

Câmara de Curitiba aprova redução de R$ 39 milhões nos repasses às empresas de ônibus

Foi aprovado nesta terça-feira (5) pela Câmara Municipal de Curitiba por 23 votos favoráveis contra nove contrários a redução nos repasses da Prefeitura de Curitiba às empresas de ônibus pelos próximos três meses.

Dos R$ 77 milhões enviados às empresas mensalmente, o regime emergencial prega que R$ 38 sejam disponibilizados para as companhias neste período.

Mas os valores retirados dos cofres públicos municipais para o pagamento das empresas municipais irão subir de R$ 7,5 milhões para até R$ 20 milhões.

A justificativa da Prefeitura de Curitiba para o projeto é que o número de usuários do transporte coletivo caiu cerca de 70% desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em março.

Ainda foram aprovadas três emendas ao projeto encaminhado pelo executivo que garantem os empregos dos funcionários do transporte público em Curitiba, a prorrogação da validade dos créditos do cartão-transporte por mais 90 dias e adesão das empresas a programas federais e estaduais de custeio de salários dos trabalhadores.

CÂMARA NÃO TEVE CONSENSO NO REPASSE

O presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba), Ogeny Pedro Maia Neto, defendeu a proposta para a garantia das medidas de segurança durante a pandemia do coronAvírus.

“O quantitativo efetivo da demanda a ser transportada, mas também a quantidade adicional de veículos necessários a evitar aglomerações no interior dos ônibus e terminais de integração, sobretudo nos horários de pico”, explicou Maia Neto.

A proposta também foi elogiada pelo vereador Bruno Pessuti (Pode), que negou que o repasse seja um “cheque em branco” para as empresas do transporte público.

“Por que não se pode falar em no máximo R$ 60 milhões? É porque ninguém sabe como será o desenrolar da crise nos próximos dias. Se a gente não quer ter aglomeração, como faz isso? Tem que ter mais ônibus circulando. É uma multiplicação simples, matemática básica”, explicou Pessuti.

Já a vereadora Professora Josete (PT) criticou a falta de debate do projeto dentro da Câmara Municipal e avaliou que o prefeito Rafael Greca não ouviu os vereadores para essa questão.

“A lei está sendo descumprida. Quando o prefeito faz convênio com o Governo do Estado, quando prefeito repassa esses recursos para subsidiar a tarifa, em nenhum momento buscou a Câmara, apresentou projeto de lei”, finalizou a vereadora.

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