Câmera registra momentos antes e depois da explosão de apartamento em Curitiba

Fernando Garcel e Vinicius Cordeiro



Uma câmera de monitoramento registrou momentos antes e depois da explosão em um apartamento que deixou três pessoas feridas e causou a morte de um menino de 11 anos no último sábado (29), em Curitiba.

+ Depoimentos desta terça-feira:

As imagens divulgadas pela RPCTV, filiada da Rede Globo no Paraná, mostram a chegada de Caio Santos, técnico responsável pelo serviço de impermeabilização, e minutos depois os destroços e a poeira da explosão. Moradores assustados e desorientados buscam ajuda na rua. Um bombeiro civil que passava pelo local aparece entrando no edifício.

A câmera também registrou o momento em que moradores removeram Mateus Henrique Lamb, de 11 anos, do local. Ele estava no apartamento e foi arremessado do sexto andar com a força da explosão. Ele chegou a ser encaminhado para o Hospital do Trabalhador, em estado crítico e com politraumatismo, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o último boletim divulgado pelo Hospital Evangélico Mackenzie, Caio está em estado grave mas estável e internado na UTI com 65% do corpo queimado. Raquel Lamb e Gabriel Araújo, também seguem hospitalizados. Ela está sedada, na UTI, com cerca de 55% do corpo queimado. Gabriel está estável, no quarto, com 30% da superfície corporal queimada.

“CENA DE GUERRA”

O delegado da Delegacia de Explosivos Armas e Munições, Adriano Chohfi, definiu como “cena de guerra” o estado do apartamento que sofreu uma explosão no último sábado (29), em Curitiba. O acidente provocou a morte de um menino de 11 anos e deixou outras três vítimas no hospital – duas delas em estado grave.

“Cena de guerra”, diz delegado após visitar apartamento que sofreu explosão em Curitiba

“Foi uma explosão de proporções gigantescas, uma cena horrível. O elevador destruído, as portas de vidro do prédio, a parede arremessada em cima do carro… A distância que o menino que foi arremessado… É uma cena de guerra”, comentou Chohfi.

O delegado esteve no apartamento nesta segunda-feira (1) acompanhando a perícia responsável pelo caso e o pessoal da segurança do gás do apartamento. Foram verificadas as possibilidades de um vazamento ou algum de produto utilizado na impermeabilização de um sofá ter causado a explosão. Entretanto, não foi constatada nenhum indício.

De acordo com Chohfi, a empresa Impseg – responsável pela impermeabilização do apartamento – pode ser responsabilizada pela tragédia. Além disso, a página da empresa no Facebook foi excluída desde a tragédia.

“Tudo vai depender da investigação. Se houve uma imprudência no manuseio do produto, se não tinha regularidade para aplicação, se a ventilação do apartamento era pequena e o impermeabilizador foi lá e aplicou correndo risco… A empresa pode ser penalizada sim. O caso é muito sério e muito grave”, ressaltou Chohfi.

A Polícia segue ouvindo testemunhas e aguardando a análise do material para identificar o produto que era utilizado na impermeabilização. Além disso, a perícia trata o caso como prioridade. “Queremos apresentar as causas da explosão o mais rápido possível”, finalizou o delegado.

INTERDIÇÃO

O edifício permanece interditado pela Prefeitura de Curitiba até que um laudo ateste a estabilidade do local. O documento deve ser providenciado pelo próprio condomínio. A seguradora do prédio deve enviar um engenheiro para o local, mas ainda não há previsão para que o serviço seja concluído.

Até lá, os moradores estão alojados em casas de familiares. A Guarda Municipal faz a segurança do edifício, e apenas moradores acompanhados de bombeiros podem entrar no local.

Previous ArticleNext Article