Câmeras registram onça-pintada no oeste do Paraná

Andreza Rossini


As imagens de uma onça-pintada foram registradas por câmeras instaladas a cerca de 50 km do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, pelo Instituto Neotropical: Pesquisa e Conservação. A espécie não havia sido registrada nesta área desde a década de 1980.

A filmagem é parte da metodologia do projeto “Mamíferos como indicadores da saúde do ecossistema Floresta com Araucárias”, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que visa analisar a presença de animais ameaçados no parque e região de entorno.

Um relatório científico publicado na revista Scientific Reports estima que, em toda a Mata Atlântica brasileira, restem menos de 300 onças-pintadas, ou seja, a espécie está ameaçada de extinção no bioma. “É um indício de que esse animal tem sofrido mais com a ação humana. Inibir a caça predatória é uma das iniciativas essenciais para evitar que a onça-pintada seja completamente extinta deste bioma”, explica Carlos Rodrigo Brocardo, pesquisador associado do Instituto Neotropical. Diante dos números, o registro de uma representante dessa espécie ganha ainda mais importância.

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Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, afirma que o incentivo a projetos como este promovem impactos positivos no cenário ambiental nacional. “O registro de um animal ameaçado em uma nova área nos mostra que o investimento em projetos de conservação da natureza traz resultados efetivos para a proteção da biodiversidade, como o aumento na ocorrência de uma espécie ameaçada, por exemplo”, completa.

A onça-pintada é o maior felino do continente americano e, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), a espécie é considerada quase ameaçada de extinção em nível mundial. Essa classificação engloba todos os locais em que a onça pode ser encontrada e significa que existe grande probabilidade de a espécie se tornar ameaçada de extinção em um futuro próximo, também em outros biomas. Perda de habitat e caça são os dois fatores que representam maior risco para o felino.

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