Campanha da vacinação contra a gripe começa na próxima segunda-feira

Andreza Rossini e Assessoria


Na próxima segunda-feira (23/4) começa a campanha nacional de vacinação contra a gripe.

Em Curitiba, a vacina vai estar disponível em todas as unidades de saúde para os públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, de acordo com a prefeitura. A vacinação ocorrerá de segunda à sexta-feira, em horário comercial, até 1 de junho.

A meta é vacinar pelo menos 90% das 515 mil pessoas que integram o público-alvo, o que corresponde a 463,5 mil pessoas.

Vale ressaltar que a vacinação não será feita nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), locais destinados apenas ao atendimento de casos de urgência e emergência.

No dia 12 de maio ocorrerá o Dia D da mobilização, um sábado em que alguns postos de saúde abrirão para a vacinação da gripe, ampliando o acesso dos usuários.

Alterações

A vacina deste ano é diferente da que foi aplicada em 2017. Para a temporada de 2018, ela contém duas alterações nos componentes das cepas do influenza A H3N2 e o influenza B.

A vacina é contraindicada apenas para quem apresentou reação em doses anteriores ou tenha alergia grave ao ovo de galinha e seus derivados.

Doença 

A gripe (influenza) ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do país. Trata-se de uma infecção viral que afeta o sistema respiratório, mais precisamente o nariz, garganta e brônquios.

O contágio ocorre de forma direta, por meio das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar, ou de forma indireta, pelas mãos que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias, podem levar o agente infeccioso direto à boca, aos olhos e ao nariz.

Orientações

A doença não costuma trazer maiores consequências. Mas em alguns casos pode haver complicações. Por isso é importante que o público prioritário busque a imunização para se prevenir, uma vez que estas são as pessoas consideradas mais vulneráveis.

Além da vacinação para o público mais vulnerável, os cuidados com a higiene para evitar a proliferação do vírus valem para todos. De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Alcides Oliveira, é preciso higienizar as mãos frequentemente com álcool gel ou lavar as mãos com água e sabonete, quando possível. Outra dica é evitar aglomerações e locais fechados.

Se tiver com os sintomas de gripe (febre, tosse, mal-estar generalizado, dor de garganta, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios) é importante buscar atendimento médico, para receber orientação sobre a necessidade de tratamento medicamentoso com Tamiflu.

Além disso, ao espirrar, é importante manter a “etiqueta do espirro”, para evitar o contágio de outras pessoas. “Ao tossir ou espirrar, cubra a boca com a parte interna do braço”, explica Oliveira. “Evite por a mão na frente da boca e tocar em outras superfícies, contaminando-as.”

Grupos com indicação da vacina na rede pública 
O público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe é definido pelo Ministério da Saúde. Para tomar a vacina, basta ir a uma unidade de saúde e apresentar um documento oficial. Em alguns casos, é necessário apresentar também um documento que comprove que o usuário se enquadra em algum destes públicos:

– Crianças de 6 meses de idade a 4 anos, 11 meses e 29 dias;
– Idosos com 60 anos ou mais;
– Pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como trissomias, doença respiratória, cardíaca, renal, hepática e neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesidade e transplantados (se não fizer o acompanhamento na unidade de saúde é preciso apresentar solicitação ou prescrição médica com o motivo da indicação da vacina);
– Gestantes, independente do mês gestacional;
– Mulheres em pós-parto, até 45 dias após o nascimento do bebê (apresentar certidão de nascimento do bebê, cartão-gestante ou documento do hospital em que ocorreu o parto);
– Trabalhadores da saúde (apresentar declaração do vínculo de atuação);
– Professores de escolas públicas ou privadas (apresentar documento que comprove vínculo de atuação, como crachá ou declaração da instituição em que atua);
– População indígena.

 

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