Campanha da vacinação contra a gripe é prorrogada pela terceira vez

Andreza Rossini

O Ministério da Saúde prorrogou o fim da campanha contra a gripe, que terminaria nesta sexta-feira (15), para o dia 22 de junho, próxima sexta-feira. Esta é a terceira vez que a campanha é prorrogada.

A expectativa do Ministério da Saúde é aumentar, em todo o Brasil, a cobertura no grupo de risco, que é aquele mais suscetível a ter complicações em caso de gripe. A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias.

Em Curitiba, a cobertura da população prioritária está em 79% da meta. Assim como em todo o país, as crianças de seis meses a menores de cinco anos, as gestantes e os doentes crônicos são os grupos que apresentam menor cobertura, com 52,8%, 55% e 55,1%, respectivamente.

“A orientação é para que os doentes crônicos, gestante e pais com filhos na faixa etária indicada procurem as unidades de saúde nestes últimos dias de campanha e aproveitem para fazer a vacina”, disse o diretor do Centro de Epidemiologia de Curitiba da SMS, Alcides Oliveira.


De acordo com Oliveira, as gestantes ou os pais com dúvidas a respeito da vacina devem procurar diretamente a unidade de saúde para esclarecer. Não há necessidade de as gestantes e as crianças na faixa etária indicada passarem por consulta médica para a prescrição da vacina, uma vez que ela faz parte do calendário de vacinação. Já os doentes crônicos precisam apresentar a prescrição médica, caso não façam acompanhamento na unidade de saúde.

Oliveira ressalta que a vacina é segura, feita com vírus morto e fragmentado. Ou seja, não é capaz de provocar a doença. “A vacina é contraindicada apenas para quem apresentou reação em doses anteriores ou tenha alergia grave ao ovo de galinha e derivados”, explica.

Grupos com indicação da vacina na rede pública 

  • Crianças de 6 meses de idade a 4 anos, 11 meses e 29 dias;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como trissomias, doença respiratória, cardíaca, renal, hepática e neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesidade e transplantados (neste caso, se não fizer o acompanhamento na unidade de saúde é preciso apresentar solicitação ou prescrição médica com o motivo da indicação da vacina);
  • Gestantes, independente do mês gestacional;
  • Mulheres em pós-parto, até 45 dias após o nascimento do bebê (apresentar certidão de nascimento do bebê, cartão-gestante ou documento do hospital em que ocorreu o parto)
  • Trabalhadores da saúde (apresentar declaração do vínculo de atuação);
  • Professores de escolas públicas ou privadas (apresentar documento que comprove vínculo de atuação, como crachá ou declaração da instituição em que atua).

 

 

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