Câncer Infantil: 80% dos casos têm chances de cura se diagnosticado precocemente

Ana Cláudia Freire

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O dia 23 de novembro é oficialmente o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. A data  é uma forma de chamar atenção para um grupo de doenças oncológicas que, apesar de serem raras, representam a primeira causa de óbitos entre as crianças e adolescente

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer infantil é a primeira causa de morte entre crianças e adolescentes (0 a 19 anos) no Brasil.

A cada ano, cerca de 12 mil novos casos da doença surgem no país, com previsão de 2,7 mil mortes, mas diferente do que pode acontecer com adultos, o estilo de vida geralmente não tem influência no desenvolvimento de cânceres em crianças.

Para a chefe do Setor de Oncologia do Hospital Pequeno Príncipe, Flora Mitie Watanabe, se diagnosticado precocemente, o câncer infantil tem 80% de chances de cura.  “O diagnóstico precoce é muito importante para o tratamento e é o caminho que leva à cura. E quando se fala sobre casos de câncer que acometem pacientes que fazem parte do público infantojuvenil, ele é essencial. Crianças e adolescentes respondem de forma melhor ao tratamento com quimioterapia. Por isso, é importante que a doença seja descoberta o quanto antes”, alerta a médica.

Francy Anny e João Victor. João teve o diagnóstico de leucemia com apenas 7 anos. Divulgação/Hospital Pequeno Príncipe

João Victor dos Santos quando tinha apenas  7 anos começou a apresentar sinais de desânimo na escola, apatia, não sentia vontade de se alimentar e nem mesmo de brincar. Foi a escola que ajudou à família de João Victor a perceber que algo esta errado. “A escola nos dava retorno da falta de participação do João nas atividades. Em casa também observamos a palidez e o cansaço. Foi então que percebi as solas dos pés amareladas e resolvi levá-lo  ao médico. Mas  a primeira consulta apontou apenas um quadro de anemia e começamos a tratar o João com ferro”, afirma a Francy Anny dos Santos, mãe de João Victor.

Foi somente numa consulta de emergência, quando a medicação a base de ferro não evoluía, que os pais descobriram que João tinha leucemia. “ A gente não sabia nada da doença, nem dos sintomas. Foi um choque, um susto para todos nós. Mas o diagnóstico precoce aumentou muito as chances de cura e hoje  o João está na fase de manutenção da doença. A leucemia dele é de baixo risco, não precisou  de doação de medula e isso nos dá esperança de que tudo vai ficar bem”, explica a mãe de João.

Dois anos depois do diagnóstico João Victor, feito no  Hospital Pequeno Príncipe,  o menino segue a vida normal na escola em casa. Sem nenhum sinal de abatimento ou de aspecto de doença. O hospital  é referência em  câncer infantil no País e reforça a importância de estar alerta aos sinais da doença. O diagnóstico precoce foi o que possibilitou que João se curasse da leucemia.

INCA: SINAIS DE ALERTA

Muitas vezes, os sintomas do câncer são confundidos com doenças comuns da infância por isso é importante que pais e responsáveis fiquem atentos aos seguintes sinais:

 

 

Para mais informações sobre o câncer infantojuvenil acesse os dados do INCA.

A leucemia é o tipo mais comum de câncer em crianças, seguido de tumores do sistema nervoso central e linfomas. Os cânceres em crianças e adolescentes são considerados mais agressivos e se desenvolvem rapidamente. Por outro lado, as crianças respondem melhor ao tratamento e as chances de cura são maiores, se comparado com o público adulto.

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal