Casa da Mulher Brasileira já atendeu mais de 29 mil mulheres vítimas de violência

William Bittar - CBN Curitiba

Mais de 29 mil mulheres já foram atendidas na Casa da Mulher Brasileira (CMB) de Curitiba, desde junho de 2016. Na grande maioria, procuram a Casa mulheres que sofreram algum tipo de violência, seja física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral.

No local, são oferecidos serviços que auxiliam as mulheres a saírem dessa situação, como escuta qualificada, alojamento de passagem para a família, Juizado, Ministério Público e Defensoria Pública.

A coordenadora-geral da Casa da Mulher Brasileira, Sandra Praddo, explica que a mulher que procura pelo atendimento, geralmente o faz com medo, até pelo fato de não receber apoio da própria família, pois, na grande maioria, a violência começa dentro de casa.

“Quando a mulher procura algum familiar, a família sempre vai julgar. Então a mulher tem muita vergonha de se expôr. E aqui ela não sente vergonha nenhuma porque existem profissionais técnica que vão fazer uma escuta qualificada, além de orientar, de maneira que ela se sinta à vontade, livre de qualquer preconceito, para expôr a sua necessidade”, afirmou.


A coordenadora lembra ainda que, caso o serviço não seja disponibilizado no local, a Casa tem meios para não deixar a mulher desamparada.

“Se a gente não tiver o serviço, temos uma Central de transporte que nos viabiliza ir e vir com essa mulher. Levamos sempre, caso ela precise de um pronto-atendimento ou centro de saúde, ela sempre vai acompanhada de um profissional da casa. Elas nunca saem sozinhas”, revelou.

Nos primeiros dois meses do ano, foram realizados 2.150 atendimentos de mulheres que foram vítimas de algum tipo de violência em Curitiba e a grande maioria, foi de atendimentos de violência física.

“Às vezes a mulher está passando 20 anos de violência psicológica ou moral sem se dar conta que isso é uma violência. Quando chega ao ponto físico, ela geralmente vem nos procurar. A maior demanda é a delegacia para fazer o boletim de ocorrência e o juizado, que concede as medidas protetivas. Temos uma média, em todos os serviços da casa, um 1.200 atendimentos ao mês”.

Sandra Praddo ressalta que o principal motivo para que uma mulher não deixe o agressor é a falta de recursos financeiros, por isso, a Casa capacita e orienta aquelas que querem uma colocação no mercado de trabalho.

“O que faz com que essa mulher volte é sempre motivado para o seu agressor por falta de recursos financeiros, nenhuma mãe quer ver os filhos passando necessidade. E ela não precisa ter vergonha nenhuma. É preciso denunciar, temos que prevenir e o enfrentamento da violência doméstica”, finalizou Praddo.

O acolhimento, triagem e apoio psicossocial da Casa funcionam 24 horas, durante todos os dias do ano. A Casa da Mulher Brasileira fica na Avenida Paraná, 870, no bairro Cabral. O telefone de contato é o 3221-2701.

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