Caso Alemão: Defesa de advogado preso diz que ele nunca exigiu dinheiro do ex-BBB

William Bittar - CBN Curitiba e Vinicius Cordeiro


A defesa de um advogado preso nesta quarta-feira (22) suspeito de tentar extorquir Diego Gasquez, mais conhecido como Diego Alemão, campeão do BBB (Big Brother Brasil) 7, posicionou-se sobre a prisão. Além dele, outros dois homens também foram presos em flagrante.

Alemão se envolveu em um acidente de trânsito no último sábado (17), e chegou a ser preso por ter agredido o motorista de aplicativo envolvido no acidente, além de desacatar os policiais que atenderam a ocorrência. Os agentes ainda relataram que o ex-BBB estava embriagado, conforme a Polícia Civil.

Além disso, um homem que teria imagens do momento da discussão envolvendo Alemão exigiu R$ 50 mil para não revelar imagens comprometedoras do campeão do BBB 7. Ele se reuniu com outros dois homens, sendo um deles o advogado Maurício Gomes Tesserolli, para receber uma primeira parcela do pagamento, mas foram presos em flagrante após Alemão registrar boletim de ocorrência.

Ontem, o delegado Marcelo Magalhães disse, ao Paraná Portal, que o morador da rua onde aconteceu o acidente tentou se aproveitar da fama de Alemão. “A testemunha acabou vendo uma possibilidade de obter uma vantagem justamente por ser uma pessoa famosa e que deve ter posses relevantes, então acabou tentando tirar esse valor considerável”, completou.

Segundo a defesa de Tesserolli, ele não cometeu nenhum crime e que tudo trata-se de uma “infeliz estratégia utilizada com o intuito de ofuscar os acontecimentos e os crimes graves praticados por Diego Bissolotti Gasques, tumultuar as investigações em curso e, induzir a autoridade policial em erro”.

A nota da sua defesa diz ainda que foi a defesa de Diego Gasquez que procurou Tesserolli “com a proposta para que as partes realizassem um acordo na área cível, a fim de que o dano moral causado pelo seu cliente fosse reparado”.

Além disso, a nota frisa que “o advogado Maurício Gomes Tesserolli nunca praticou qualquer crime ou exigiu qualquer quantia financeira”, mas “confiou em pessoas com intenções obscuras e foi vítima de uma versão fantasiosa, construída por alguém que busca se esquivar das suas responsabilidades pelos ilícitos cometidos”.

Maurício Tesserolli e os outros suspeitos seguem presos na Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba. Eles podem ser indiciados por tentativa de extorsão, associação criminosa e fraude processual.

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