Caso Ana Campestrini: polícia divulga imagens de perseguição que terminou em assassinato

Mirian Villa


A PCPR (Polícia Civil do Paraná) divulgou imagens da perseguição que terminou na morte de Ana Paula Campestrini, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, na terça-feira (22).

O primeiro vídeo mostra o momento que a mulher sai da Sociedade Morgenau, por volta das 8h12, no bairro Cristo Rei, e começa a ser perseguida por um motociclista (veja abaixo). Segundo a polícia, o piloto seria Marcos Antônio Ramon, na época diretor-financeiro do clube.

Às 8h56, outra câmera de segurança flagra Ana Campestrini a caminho de casa. Com diferença de alguns metros, é possível ver a motocicleta vermelha utilizada na perseguição. Assista abaixo!

Conforme à polícia, a vítima teria ido ao clube para fazer a carteirinha de acesso ao clube para acompanhar os treinos dos filhos no local. Até então, ela assistia da rua, de longe, já que tinha difícil acesso aos meninos.

Na manhã de ontem, Marcos Antônio Ramom e Wagner Cardeal Oganauskas, ex-presidente da Sociedade Morgenau e ex-marido da vítima, foram presos suspeitos pelo crime. Para a PCPR, a dupla teria planejado e executado o homicídio de Ana Paula Campestrini, de 39 anos.

Os dois foram interrogados durante a tarde e negaram envolvimento no assassinato. A defesa dos suspeitos afirmou que as investigações estão muito rasas e que eles garantem a inocência no crime, “que ficará comprovado no decorrer do inquérito policial”.

Segundo a PCPR, Wagner Organauskas possui antecedentes criminais, mas não foram divulgados. Já Marcos Ramom tem passagens por tráfico de drogas e violência doméstica.

Em nota, a Sociedade Morgenau diz ter afastado o presidente e o diretor-geral de suas atividades e atribuições. Além disso, afirmou ter criado um comitê de emergência e afirma colaborar com as investigações.

CASO ANA CAMPESTRINI E LINHA DE INVESTIGAÇÃO

De acordo com a delegada  Tathiana Guzella, que investiga o caso, Wagner Cardeal e Ana Campestrini disputavam a guarda dos três filhos e tinham uma relação difícil desde que ela assumiu uma relação homoafetiva.

A principal linha de investigação é que a motivação do crime tenha sido processos em andamento envolvendo a guarda dos filhos e a divisão de bens. “A motivação seria um conjunto de fatores e do último mês para cá, decisões judiciais que desfavoreciam esse investigado nas questões patrimoniais envolvendo as ações do casal”, disse Guzella.

Conforme à polícia, Ana Campestrini era uma pessoa tranquila e com boas relações, a exceção foi com o ex-marido devido ao divórcio complicado, guarda dos filhos, de nove, 11 e 17 anos, e seu relacionamento atual.

A vítima e o presidente do clube foram casados por 17 anos. Eles haviam se separado há cerca de quatro anos. O caso é investigado como feminicídio pela PCPR.

MULHER É MORTA A TIROS NO SANTA CÂNDIDA

Ana Paula Campestrini foi assassinada a tiros enquanto esperava o portão do condomínio em que morava, no bairro Santa Cândida, abrir para entrar com o carro. Neste momento, um motociclista, que acompanha seu trajeto, estacionou ao seu lado e disparou, pelo menos, 10 tiros.

Em seguida, o motociclista dá meio volta e deixa o local. A mulher estava sozinha no carro quando foi atingida pelos disparos e não teve chance de se abaixar. O corpo da vítima foi enterrado ontem em Santa Catarina.

Caso Ana Campestrini: polícia divulga imagens de perseguição que terminou em assassinato (Divulgação/PCPR)

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