Ex-marido teria pago R$ 38 mil a atirador pela morte de Ana Paula Campestrini

William Bittar - CBN Curitiba

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Extratos bancários obtidos pela Polícia Civil apontam que o homem responsável por matar Ana Paula Campestrini, há uma semana, em Curitiba, recebeu cerca de R$ 38 mil pelo crime.  Marcos Antônio Ramon seria o atirador e teria sido contratado pelo ex-marido da vítima, Wagner Oganauskas.

Conforme as investigações, Wagner Oganauskas depositou o valor na conta do clube recreativo onde era o presidente e pediu que fosse transferido direto para a conta de Marcos Ramon para despistar qualquer indício de pagamento pelo assassinato.

A delegada Tathiana Guzzella, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, diz que, além do depósito bancário, novas imagens de câmeras de segurança colocam Marcos Ramon como o atirador.

“Várias outras filmagens também foram alcançadas comprovando a casa do investigado atirador, que ele estava com aquelas motos, que ele estava com aquelas vestes, que ele saiu de sua casa em direção ao clube. Que depois perseguiu a vítima até o condomínio dela, onde efetuou os disparos. E retornou para sua casa, descartou a jaqueta no caminho inclusive.”

Conforme a delegada, Ana Paula teria sido morta a mando do ex-marido que não aceitava a orientação sexual dela, além de não aceitar a divisão de bens e a guarda dos filhos.

“Segundo o que norteia a investigação, o autor dos disparos teria cometido o crime mediante a paga. O motivo dele foi o pagamento. Claro que incide outras qualificadoras que depois podem ser utilizadas como aumento da pena. E pelo ex-marido nós acreditamos que se sim se trate de um feminicídio e a motivação seria um conjunto de três fatores principais que envolveriam a separação deles.”

Marcos e Wagner estão presos temporariamente e foram transferidos para a unidade prisional. Durante o depoimento à polícia, os dois negaram qualquer envolvimento com o assassinato de Ana Paula Campestrini.

Em nota, os advogados de defesa dos suspeitos informaram que não podem se manifestar publicamente pelas provas do inquérito, pois, o processo está em segredo de justiça.

Ex-marido teria pago R$ 38 mil a atirador pela morte de Ana Paula Campestrini (Reprodução/Redes sociais)

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