Andrielly foi morta por asfixia e perícia liga carro de PM com local em que corpo foi encontrado, diz MP

Fernando Garcel e Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba


O Ministério Público do Paraná espera que o policial militar Diogo Costa Coelho, acusado matar a ex-esposa Andrielly Gonçalves Silva e ocultar o seu corpo, seja levado a júri popular. Laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontam que a jovem foi asfixiada. Além disso, a perícia no carro do PM apontou uma compatibilidade de 97% entre a lama que estava nos pneus e a do local onde o corpo foi encontrado, na Estrada da Graciosa, na Serra do Mar.

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A acusação espera que o caso vá a júri popular. Diogo foi indiciado por homicídio e ocultação de cadáver. As audiências de instrução já foram encerradas. Também por este motivo, os advogados do policial tentam a libertação dele, assegurando que ele não oferece qualquer risco ao andamento do processo. A afirmação é rebatida pela promotoria.

“Discordamos totalmente disso. Ainda que ele tenha sido ouvido, se ele for a júri, as pessoas que foram ouvidas em audiência terão que ser ouvidas novamente no plenário. Se ele for solto, ele pode exercer alguma influência sobre elas”, comenta o promotor de Justiça, Alfredo Cherem Neto. Entre as testemunhas estão amigos e familiares do casal.

Em depoimento à Justiça, o policial disse que, horas antes de Andrielly desaparecer, a levou até uma rua, ainda em Colombo, onde ela teria pedido para ficar. Ao ser questionado pelo próprio advogado e aparentando estar chorando ao ver fotos do corpo de Andrielly, Diogo negou que tenha cometido o crime.

Os advogados do policial alegam que ele é inocente e afirmam que as provas sustentadas pelo MP e pela Polícia Civil não apontam o envolvimento de Diogo – ao contrário do que defende a acusação.

O caso

A jovem de 22 anos desapareceu no dia 9 de maio. O último contato com conhecidos aconteceu naquela madrugada, quando teria conversando com um amigo em uma chamada de vídeo pelo celular, no momento em que chegava no apartamento onde mora, no bairro Guaraituba, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Imagens mostram o PM entrando e saindo com ela do apartamento em que a vítima morava no dia do desaparecimento:

Segundo o delegado responsável pelo caso, testemunhas prestaram depoimento afirmando que ela se comunicou de forma estranha em redes sociais. “Escreveu com erros de gramática, de forma diferente da de costume. A suspeita é de que ele tenha mandado as mensagens para justificar a ausência dela”.

O suspeito foi casado com Andrielly  por quatro anos e estavam em processo de separação. “Acreditamos que o crime tenha ocorrido por causa disso. O suspeito resolveu permanecer calado e talvez fale se tiver orientação do advogado”.

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