Após decisão da Justiça, Cristiana Brittes deve ir a júri popular

Redação

cristiana brittes daniel mp

O TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) decidiu na quinta-feira (20) que Cristiana Brittes, esposa de Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel Correa, vá a júri popular. A decisão, unanime, foi tomada pela 1ª Câmara Criminal de Curitiba.

De acordo com informações do UOL, A decisão, unânime, foi tomada pela 1ª Câmara Criminal de Curitiba. Cris Brittes, como é conhecida, vai responder pelos crimes de coação, corrupção de menor, fraude processual e homicídio qualificado.

A decisão de levar Cristiana a júri popular, junto com o marido, pela morte de Daniel Correa, em 2018, foi tomada após pedido do MPPR (Ministério Público do Paraná). A data dos julgamentos, porém, ainda não foi definida. A defesa da acusada afirmou que vai recorrer da decisão.

A defesa de Cristiana Brittes vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra decisão. Segundo o advogado Cláudio Dalledone Júnior, as provas do processo não justificam a acusação da prática de homicídio.

MORTE DO JOGADOR DANIEL CORREA CHOCOU O PAÍS

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel.

A comemoração, que se estendeu na casa dos pais da jovem, Cristiana e Edison Brittes, terminou na morte do jogador. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e com o pênis decepado.

O pai da jovem, amiga de Daniel, foi gravado em ligação com um amigo da vítima lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite do assassinato.

Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes disse que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

Edison contou para à polícia que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

OS RÉUS E AS ACUSAÇÕES NO CASO DANIEL:

Confira os sete réus da morte de Daniel e por quais crimes cada um deles responde:

  • Edison Brittes: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e coação;
  • Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor;
  • David William Vollero Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual;
  • Ygor King: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual;
  • Cristiana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação;
  • Allana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação;
  • Evelyn Perusso: fraude processual;

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