Caso Daniel: Edison Brittes, mulher e filha são transferidos para presídio

Roger Pereira e Francielly Azevedo - CBN Curitiba

Presas temporariamente sob a acusação de serem cúmplices da morte do jogador de futebol Daniel Corrêia Freitas, Cristiana Brittes e Allan Brittes, mulher e filha de Edison Brites, assassino confesso do atleta, foram transferidas, nesta quinta-feira, para o presídio feminino da Penitenciária de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. A transferência foi necessária pela ausência de vaga na carceragem 5º Distrito Policial, onde elas deveriam aguardar o progresso das investigações. Já Edison Brites, que nesta tarde passa por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal do Paraná, será encaminhado para o Centro de Triagem 2, também em Piraquara.

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Também nesta quinta, dois dos investigados que tiveram a prisão temporária decretada ontem, apresentaram-se à polícia, na delegacia de São José dos Pinhais. David Willian Vollero Silva e Ygor King, assim como Eduardo Henrique Ribeiro da Silva (que foi preso ontem, em Foz do Iguaçu) levaram, juntamente com Edison Brites, Daniel (ou o corpo dele) da casa da família Brites até a Colônia Mergulhão, onde o corpo foi encontrado. Eles devem prestar depoimento na manhã de sexta-feira.


Segundo seus advogados, Robson e Allan Smaniotto, eles entraram no carro de Brites porque foram coagidos e ameaçados. “Eles estavam no carro, mas não participaram da morte. No depoimento eles vão trazer todos os fatos que são importantes para a investigação. Os fatos devem ser observados e não podem ser modificados. Eles entraram no carro porque estavam com medo, ameaçados”, disse Domacoski, que classificou como desnecessário o pedido de prisão. “Eles estão se apresentando à Justiça sempre que convocados”, disse. No entanto, ambos tinham depoimento marcado para a última quarta-feira e não compareceram à delegacia.

Questionados se seus clientes participaram das agressões a Daniel, os advogados admitiram que “muitas pessoas na casa bateram no Daniel, todos na casa participaram. Em dado momento, nossos clientes até chegaram a pedir para que parassem”.

Sem dar mais detalhes sobre participação de seus clientes no crime, Smaniotto disse que poderá dar mais informações após o depoimento marcado para sexta-feira, mas questionou as versões até agora apresentadas. “Por que as pessoas que estão aqui como testemunha estão se apresentando com advogados se nada devem?”

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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