Caso Daniel: sétimo envolvido no crime é preso

Vinicius Cordeiro, William Bittar - CBN Curitiba e Lucian Pichetti - CBN Curitiba


20 dias após o crime, um novo suspeito envolvido na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, ex-Coritiba e São Paulo, foi preso na manhã desta quinta-feira (15). Eduardo Purkote Chiuratto, de 18 anos, foi detido em um condomínio de São José dos Pinhais (SJP), região metropolitana de Curitiba, depois de ter seu mandado emitido nesta quarta-feira (14). Filho de políticos de SJP, Purkote será ouvido pela Polícia Civil na próxima segunda-feira (19), às 10h. Até lá, ele ficará detido na delegacia da cidade.

Depoimentos coletados apontam Eduardo pegando a faca da execução na cozinha, quebrado o celular de Daniel e agredido o atleta dentro e fora da casa do empresário Edison Brittes. Além do jovem e do empresário, que já confessou o crime, também estão presos: Cristiana e Allana Brittes, David Willian Vollero da Silva, Ygor King e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva. Todos devem ser indiciados por homicídio qualificado.

Caso complicado

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de Allana Brittes, sua amiga, em uma balada sertaneja no dia 26 de outubro. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp.

Horas mais tarde, no dia 27 (sábado), o corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata próxima à uma estrada rural, em São José dos Pinhais, por moradores da região. Ele estava nu, com dois cortes profundos na região do pescoço e o pênis decepado. O órgão ainda foi pendurado em uma árvore a 20 metros do corpo.

Desde então, 18 dias de investigação, a Polícia Civil trabalha com prioridade no caso. Já foram sete presos e ,além da confissão de Edison Brittes. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, já declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história, podendo ser indiciados também por coação de testemunhas.

 

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