13 são ouvidos no caso do motociclista que atropelou três no Batel

Felipe Harmata - BandNews FM Curitiba e Ana Flavia Silva - BandNews FM Curitiba

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13 pessoas foram ouvidas, nesta terça-feira (22), na audiência de instrução do caso do motociclista que atropelou três pessoas na Avenida Batel, em Curitiba, em julho do ano passado. Leonardo Magalhães Fonseca estava com a carteira de habilitação suspensa, pilotando em alta velocidade e teria empinado a moto antes de perder o controle do veículo e atingir as vítimas, o que é negado pela defesa.

Uma das pessoas que prestou depoimento foi Hilda Belinoski, de 89 anos. Ela é uma das vítimas, teve ferimentos leves e foi liberada no mesmo fim de semana do acidente. Ela disse que o motociclista estava empinando a moto no momento do acidente. “Ele saiu do posto e veio empinando a moto, porque de lá aqui estava livre. Eu só vi a criança voar e depois eu não vi porque eu estava no chão”, lembra.

As outras duas vítimas foram uma criança de 8 anos e a prima dela. As duas ficaram gravemente feridas. Elas passaram por vários procedimentos cirúrgicos e tiveram um período de internação na Unidade de Terapia Intensiva. Segundo o advogado da família das vítimas, Nilton Ribeiro, a família espera por justiça. “A gente trabalha com a verdade dos fatos, o que realmente ocorreu, que foi uma imprudência muito grande desse cidadão e que por sorte do destino não ocasionou uma morte. Mas que foram graves as lesões e prejudicou muito uma menininha de oito anos”, destacou.

Na época do acidente, Leonardo tinha 22 anos. Ele chegou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, mas a retirada do equipamento foi decretada pela justiça ainda no ano passado. Segundo a advogada do motociclista, Louise Mattar Assad, Leonardo nega que estava empinando a moto no momento do acidente. “A defesa não nega que os fatos aconteceram, o que a defesa diz é que no momento dos fatos não existe prova nos autos é que ele não estava empinando a moto no momento do acidente. O que se tem é imagens do Leonardo em outros momentos empinando moto, correndo em estrada, mas nada do dia do fato”, disse.

Agora iniciam os prazos para diligências e apresentação das alegações finais do Ministério Público e de defesa, até que uma sentença seja definida pelo juiz. Não há um prazo para que isso seja finalizado. Mas a expectativa é que demore pelo menos quatro meses.

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